quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Mico-leão-preto: uma história de sucesso da conservação



Em pouco mais de 30 anos, aumentou consideravelmente a população do mico-leão-preto, que quase foi extinto. Foto: Divulgação.

O mico-leão-preto foi considerado extinto por aproximadamente 70 anos. Redescoberto por Adelmar Coimbra Filho no Parque Estadual do Morro do Diabo (IF-SP), oeste de São Paulo, passou a ser estudado por anos afio pelo Claudio Padua, Cristiana Martins e outros pesquisadores do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, que implementaram ações inusitadas como parte das estratégias de salvar a espécie. Na época, introduziram inovações ao tratar as populações isoladas pelo desmatamento como meta-população. Isso quer dizer que todos os grupos remanescentes deveriam ser considerados de forma integrada. 

Adotaram medidas cuidadosamente planejadas como reintrodução, translocação e dispersão. Foram mais de 30 anos de empenho e trabalhos contínuos, inclusive de educação ambiental, transformando o mico-leão-preto em um símbolo de orgulho regional, principalmente no Pontal do Paranapanema, onde habita a maior população. 

O trabalho valeu a pena. Em 2008, a IUCN reclassificou o mico-leão preto de criticamente ameaçado passando a ameaçado, o que indica o sucesso dessas iniciativas.  Cada espécie viva deveria ser tratada com este cuidado e atenção. Aí sim seríamos merecedores da biodiversidade que herdamos no planeta!


Fonte: http://www.oeco.com.br/suzana-padua/26872-mico-leao-preto-uma-historia-de-sucesso-da-conservacao

O contra-ataque do aquecimento global sobre a Amazônia


por Vandré Fonseca

Amazônia também é vítima do aquecimento global. Eventos extremos cada vez mais frequentes causam danos que perduram por anos na floresta. Foto: Divulgação
Manaus, AM – Efeitos do aquecimento global têm sido devastadores para a Floresta Amazônica. Secas e tempestades, cada vez mais frequentes, têm matado árvores e deixando cicatrizes difíceis de serem curadas. Estudos publicados recentemente demonstram que os danos provocados por esses eventos extremos, relacionadas às mudanças climáticas, podem durar anos e resultam na emissão de milhões e até toneladas de gases de efeito estufa.

O ano de 2005 foi tragicamente marcante para a floresta. Tempestades devastadoras no início do ano causaram a morte de milhões de árvores em toda a região. Nos meses seguintes, veio uma grande seca, com pico em outubro, que atingiu 30% da bacia amazônica, ou o equivalente a 1,7 milhões de quilômetros quadrados, deixando estragos que continuaram a ser observados muito tempo depois.

Em secas extremas, árvores podem perder galhos e morrer aos poucos. Para a atmosfera, significa liberação de gases de efeito estufa, que alimentam o aquecimento global. As emissões de carbono provocadas pela seca de 2005 são estimadas entre 1,2 e 1,6 bilhões de toneladas. Para comparação, a média histórica de emissões por desmatamento na Amazônia desde 1975 está próxima de 200 milhões de toneladas por ano.

Mas os cientistas ainda buscam ferramentas para compreender os danos provocados pela sequência de eventos extremos sobre a região. Eles temem, por exemplo, que grandes secas recorrentes possam mudar a estrutura e o funcionamento do ecossistema amazônico. Um artigo publicado pela NASA, no dia 22 de janeiro, a revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a PNAS, demonstra que a preocupação tem fundamento. Os pesquisadores americanos descobriram que a floresta ainda não havia se recuperado dos danos de 2005, quando uma nova grande seca chegou, cinco anos depois. Antes, os pesquisadores acreditavam na capacidade da floresta se recuperar em apenas um ano. Mas de acordo com o estudo, uma área de aproximadamente 800 mil quilômetros quadrados, o equivalente a pouco mais da metade do estado do Amazonas, continuou a sofrer os efeitos da seca durante anos. Em 2010, a seca atingiu metade de bacia amazônica, provocando emissões que podem ter chegado a mais de três bilhões de toneladas de carbono.

Tempestades

Fenômeno conhecido como blowdown é capaz de arrancar árvores do chão. Foto: Divulgação.
Se secas severas e frequentes são má notícia, torcer por muita chuva também não adianta. De acordo com o engenheiro florestal Niro Higuchi, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), com sede em Manaus, em janeiro de 2005, rajada de ventos com até 140 quilômetros por hora atingiram uma área de 180 km de largura e 1.000 quilômetros de comprimento dentro da Amazônia Brasileira, provocando a morte de 500 milhões de árvores.

Efeitos como o blowdown, tempestades que literalmente varrem o chão destruindo o que encontra pela frente, são capazes de causar estragos tão grandes quanto o desmatamento provocado pelo homem. Estes fenômenos são bem conhecidos e chamados pelos ribeirinhos de “roça de ventos”, mas ainda não existia um método para medir o tamanho do estrago que fazem.

Uma equipe liderada pelo americano Jeffrey Chambers, do Laboratório de Berkeley, Estados Unidos, com participação de cinco pesquisadores ligados ao programa de pós-graduação de Ciências de Florestas Tropicais do INPA, desenvolveram uma ferramenta para medir os danos de grandes tempestades em toda a região amazônica.

O método denominado Tropical Tree Ecosystem and Community Simulator (TRECOS) é descrito e aplicado em um artigo publicado na edição de 28 de janeiro na mesma revista PNAS.

Com imagens de satélite, os pesquisadores puderam avaliar os efeitos das tempestades sobre a floresta, que não se resume às árvores derrubadas, mas também aos danos causados naquelas que permaneceram em pé. Combinando as informações com dados obtidos em campo, foi possível fazer um mapa da mortalidade de árvores na área escolhida. “Algumas áreas tiveram 80 por cento de árvores derrubadas, outras 15 por cento”, afirma Chambers.

Danos subestimados

Tempestades provocam grandes danos à floresta. Mapa produzido a partir de imagens de satélite e informações de campo indica gradual de destruição em área próxima a Manaus, em 2005. Foto: Divulgação.
O modelo constatou que entre 9,1 e 16,9% da mortalidade das árvores é omitida em análises convencionais, baseadas apenas em inventários florestais. Isto significa que milhões de árvores mortas não entram na conta de emissões de carbono pela floresta amazônica. Em 2005, as emissões provocadas pela mortalidade de árvores devido a tempestades chegam a 200 milhões de toneladas.

“A queda das árvores é sempre muito violenta, você tem a desraização de árvores e outras são danificadas e estarão extremamente comprometidas em termos de sobrevivência”, afirma Niro Higuchi, que participou do estudo. “A gente não sabe quanto tempo vai durar o efeito sobre estas árvores e se elas vão se recuperar. Por isso, a estimativa é conservadora”.

A nova ferramenta pode ser usada para mediar a mortalidade em outros tipos de floresta. Chambers e colegas publicaram na Science em 2007 que o Furacão Katrina matou ou causou danos severos em aproximadamente 320 milhões de árvores. O carbono emitido por estas árvores em decomposição equivalem a todo carbono absorvido pelas florestas dos Estados Unidos em um ano.

De acordo com Chambers, o crescimento da floresta absorve uma importante parcela do carbono da atmosfera, mas é preciso considerar também o aumento da mortalidade de árvores associada ao aquecimento global. “Então, qual desses processos vai vencer em um longo período: crescimento ou mortalidade?”, pergunta. Estudos como o publicado esta semana, de acordo com ele, oferecem ferramentas para observar e responder os efeitos das mudanças climáticas nos próximos anos.


Fonte: http://www.oeco.com.br/noticias/26869-o-contra-ataque-do-aquecimento-global-sobre-a-amazonia

Brasil fará inventário minucioso da Floresta Amazônica


por Redação da Agência France Press

Amazonia2 Brasil fará inventário minucioso da Floresta Amazônica
A Amazônia é a maior reserva tropical do planeta. Foto: ©afp.com / Antonio Scorza
O governo brasileiro prepara um inventário minucioso da Amazônia, maior reserva tropical do planeta, com o qual pretende não só fazer um levantamento de suas riquezas, mas também avaliar a qualidade das florestas e das áreas degradadas, informou o Ministério do Meio Ambiente na sexta-feira 25.
O inventário, que será concluído em até quatro anos, inclui as espécies de árvores da Amazônia. O comunicado do ministério diz que isso “nos permitirá ter um panorama amplo de qualidade e as condições do que se conhece como cobertura florestal” e ajudará a “melhorar a implantação de políticas públicas”.
“Vamos conhecer a selva por dentro”, disse o diretor do serviço florestal, Antonio Carlos Hummel. O último inventário florestal do país foi realizado em 1970.
“Saberemos que tipo de florestas temos, sua qualidade, descobriremos espécies, saberemos mais sobre as espécies em extinção”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, citada pela estatal Agência Brasil.
Entre agosto de 2011 e julho de 2012, a superfície desmatada da Amazônia foi de 4.656 km2, a menor desde que existem registros oficiais na área, o que supõe uma redução de 27% com relação aos doze meses anteriores.
O Brasil, um dos maiores responsáveis pelo aquecimento global devido à destruição de suas florestas, se comprometeu em 2009 a reduzir o desmatamento da Amazônia em 80% até 2020, quando a destruição da floresta não deve superar os 3.925 km².
* Publicado originalmente na Agência France Press e retirado do site Carta Capital.
(Carta Capital) 

Fonte: http://envolverde.com.br/noticias/brasil-fara-inventario-minucioso-da-floresta-amazonica/

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Fauna abundante, conservação às avessas


População numerosa de quatis (acima) é um desafio para o manejo de fauna. Foto: Edson Grandisoli
“No Rio, os macacos-prego invadem casas e edifícios no coração do bairro do Jardim Botânico. Em Belo Horizonte, são os quatis do Parque das Mangabeiras; ousados, destemidos e loucos por comida de gente” (Rede Globo). “No entorno do Parque do Ibirapuera, quem sofre com a presença dos urubus são os moradores de prédios vizinhos. Os urubus usam as sacadas como ninho para seus ovos” (Folha de S. Paulo). “Sete pessoas morreram e três ficaram gravemente feridas após uma colisão entre dois carros. O acidente aconteceu após o motorista atropelar uma capivara, perder o controle do carro e invadir a pista contrária” (O Estadão).

Notícias cada vez mais frequentes de problemas causados por animais silvestres, das quais os exemplos acima são apenas uma amostra do que foi publicado nos últimos meses, refletem a crescente preocupação da sociedade acerca das espécies que dividem o espaço com o homem e que, ao menos na opinião das pessoas envolvidas, ultrapassaram o limite da área ou da quantidade em que deveriam existir.

Urbanização, expansão de condomínios, popularização do lazer junto à natureza, avanços na proteção ambiental e certas mudanças nas práticas agrícolas prometem tornar esses encontros indesejados com animais silvestres cada vez mais frequentes. Para piorar, as respostas à presença de animais silvestres são mais extremas e complicadas hoje do que antes. Se no passado morcegos no forro da residência e quero-queros no aeroporto eram vistos com relativa indiferença, na sociedade moderna, cada vez mais preocupada com saúde e segurança, essas situações podem ser intoleráveis. Se no passado o cidadão se sentia à vontade para resolver o problema por conta própria com uma garrucha, uma armadilha ou um pouco de veneno, hoje em dia a consciência das implicações legais, ecológicas, econômicas, sociais e éticas de se eliminar animais silvestres exige a intervenção de profissionais especializados.

Conservação versus manejo
"Formados dentro dos preceitos da biologia da conservação e acostumados a pensar e agir sobre populações pequenas e ameaçadas, os profissionais do manejo de fauna são cada vez mais cobrados também para fazer justamente o oposto: lidar com o problema das populações grandes demais."

Quando o problema é um animal silvestre, logicamente o profissional chamado para investigar e resolver o caso é aquele que entende de animais silvestres. Corpo de bombeiros, polícia ambiental ou autoridades ambientais locais podem retirar a onça-parda que acabou encurralada no quintal, e uma empresa de controle de pragas vai remover aqueles morcegos do forro, mas soluções de longo prazo são esperadas dos profissionais que combinam a formação acadêmica em ecologia de animais silvestres com a capacidade de colocar em prática seus conhecimentos, ou seja, os especialistas em manejo ou gestão de fauna silvestre.

Acontece que, no Brasil, o manejo científico da fauna tem sido historicamente associado a conservação; é aplicado principalmente a espécies cujas populações foram reduzidas a números ou áreas pequenos demais. O objetivo do manejo, nesses casos, é recuperar e manter tais populações acima do “tamanho mínimo viável” e, assim, livrá-las da ameaça de desaparecimento. Formados dentro dos preceitos da biologia da conservação e acostumados a pensar e agir sobre populações pequenas e ameaçadas, os profissionais do manejo de fauna são cada vez mais cobrados também para fazer justamente o oposto: lidar com o problema das populações grandes demais. Essa verdadeira mudança de paradigma – de aumentar populações pequenas e ameaçadas em benefício da espécie em questão a diminuir populações inconvenientemente grandes em benefício das pessoas afetadas (de certa forma, da conservação ao avesso da conservação) – impõe uma série de desafios aos gestores de fauna.

Manejo de fauna abundante

"A solução definitiva deve envolver mudanças no comportamento das pessoas, tais como dirigir com mais cuidado onde existe a travessia de capivaras, cuidar melhor do lixo para prevenir o aumento na população de quatis, e deixar de alimentar onças-pintadas para evitar a habituação e a consequente ameaça de um ataque delas sobre o ser humano."
O desafio começa pela própria definição de “população grande demais a ponto de exigir ações de manejo”. É mais fácil encontrar critérios objetivos para avaliar se uma população é pequena demais. Informações sobre demografia, genética e meio ambiente, por exemplo, são usadas para estimar a probabilidade de que uma população tenha seu tamanho reduzido a zero em um futuro próximo, ou seja, o risco da população desaparecer (e o que poderia ser menos subjetivo do que a extinção?!).

Por outro lado, embora uma população possa ser considerada grande demais com base na objetividade da ecologia (quando acima da capacidade de suporte do ambiente ou quando a espécie é invasora) ou da economia (quando causa perdas materiais intoleráveis), na prática é a subjetividade dos fatores socioculturais e psicológicos que, em última instância, determina o limite da nossa tolerância aos animais silvestres. Valores atribuídos à fauna, sejam eles financeiros, afetivos, estéticos, simbólicos ou intrínsecos, assim como a percepção dos riscos associados a ela e a disposição para assumir esses riscos, variam de pessoa para pessoa, entre grupos sociais e entre culturas; uma população de animal silvestre pode ser grande demais para você e não para mim, ou vice-versa, e o gestor de fauna deve levar isso em conta.

Os desafios à frente dos gestores de fauna abundante incluem, portanto, a crescente necessidade de investigar, entender, envolver e influenciar pessoas também, além de animais silvestres e seus habitats. Se para a conservação de populações pequenas e ameaçadas as ciências biológicas nem sempre são suficientes, para o manejo de populações grandes demais a contribuição das ciências sociais – economia, psicologia, ciência política, direito, educação e comunicação – pode ser vital. Teorias e métodos das ciências sociais devem cumprir um papel cada vez mais central no diagnóstico do problema, na elaboração de soluções de manejo, e na avaliação e monitoramento dos resultados das intervenções.

Soluções técnicas focadas nos animais silvestres podem continuar sendo a primeira linha de ação: cercas e galinheiros podem manter predadores silvestres dentro de limites toleráveis de distribuição, ou seja, longe dos animais domésticos, e gaviões treinados podem manter sob controle o número de quero-queros no aeroporto (o controle letal por meio da caça esportiva, principal ferramenta de manejo de fauna abundante nos Estados Unidos e países da Europa e África, não entra no repertório de soluções, já que é proibida no Brasil).

Duas capivaras se banham no rio. Grande população desses animais tem sido associada à transmissão de doenças e acidentes de carro. Foto: Edson Grandisoli
A experiência revela, no entanto, que soluções técnicas sozinhas raramente são suficientes. Em muitos casos, a solução definitiva deve envolver mudanças no comportamento das pessoas, tais como dirigir com mais cuidado onde existe a travessia de capivaras, cuidar melhor do lixo para prevenir o aumento na população de quatis, e deixar de alimentar onças-pintadas para evitar a habituação e a consequente ameaça de um ataque delas sobre o ser humano. O manejo de fauna passa a ser, na prática, manejo de gente! Em outros casos ainda, os animais silvestres insistem em incomodar mesmo depois de aplicadas as intervenções usuais de manejo (de fauna e de gente): o conflito é inevitável. Resta ao gestor, então, lançar mão da educação e da comunicação para aumentar a tolerância das pessoas ao problema.

Por fim, o gestor de fauna abundante deve estar preparado para enfrentar uma demanda maior da sociedade. Tem muito mais gente (realmente) preocupada com o problema da fauna abundante do que com o problema das espécies ameaçadas. Na percepção do cidadão comum, a extinção de uma espécie traz prejuízos de modo indireto e difuso, e não agora mas no futuro. Já a perda de um animal doméstico comido por uma onça-parda, ou a perda de uma vida humana em um acidente de carro causado por uma capivara, é um prejuízo direto, concreto, imediato, intolerável. Isso tudo confere ao gestor de fauna abundante uma responsabilidade especial e, ao mesmo tempo, uma oportunidade excepcional de intermediar a relação entre gente e fauna silvestre; de melhorar diretamente a qualidade de vida das pessoas afetadas, e de informar e sensibilizar a sociedade sobre a importância que a fauna silvestre – seja ela abundante ou ameaçada – tem sobre nossas vidas.
Fonte: http://www.oeco.com.br/silvio-marchini/26867-fauna-abundante-conservacao-as-avessas

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Levantamento inédito mostra o impacto de deformidades ósseas em baleias jubarte



Um estudo encabeçado pelo Projeto Baleia Jubarte – feito em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) – traz informações inéditas e relevantes para a conservação das baleias jubarte. A partir da análise de alterações ósseas de indivíduos da espécie, pesquisadores fizeram um dos maiores levantamentos do mundo sobre as enfermidades ósseas que atingem esses animais, que podem chegar a pesar 40 toneladas, e planejam criar uma espécie de inventário de saúde das jubartes brasileiras.

Saiba mais:
A coleta de amostras de pele e de material biológico ejetado com o borrifo (ar expirado pelas baleias) e o material extraído dos ossos das jubartes que encalharam no litoral brasileiro fornecem aos pesquisadores informações valiosas sobre a vida e a morte de indivíduos da espécie, que ficam no Brasil de julho a novembro – quando muitos deles chegam mortos às praias, na maioria das vezes, sem causa identificada.
No estudo foram analisados ossos de 49 baleias jubarte que encalharam na região de Abrolhos, principal ponto reprodutivo no Brasil, entre 2002 e 2011. Desse total, 12 apresentaram, no mínimo, um problema ósseo.
A pesquisadora Kátia Groch, que está à frente do trabalho, coordenada por José Luiz Catão, da USP, é enfática ao dizer que este levantamento pode revelar dados importantes sobre as condições patológicas da baleia, o impacto da atividade humana na saúde desses animais e lançar luzes sobre possíveis causas de encalhe. “O resultado é fundamental para entender as ameaças às populações de baleias e subsidiar políticas públicas para sua proteção”, diz Kátia.
Além dela, participaram do trabalho os veterinários Milton Marcondes e Adriana Colósio, também do Projeto Baleia Jubarte, entidade patrocinada pela Petrobras.


Curiosidade: Os 15 maiores predadores que já existiram....


The fifteeen largest known active predators, extinct or alive. 

Larger graphic here: http://bit.ly/124gg5A

Fonte: http://img812.imageshack.us/img812/9531/top15chart2.jpg
The fifteeen largest known active predators, extinct or alive. Larger graphic here: http://bit.ly/124gg5A

Corais em aquários

Live corals in your marine aquarium can help reefs conservation. And no, I'm not crazy (yet). The new trend among coral sellers are coral farms, instead of harvesting. So countries like Indonesia or Philippines are taking 10% of the nursed corals to be transplanted into the wild. This means that about 100.000 corals each year are destinated to reef restoration! 

Could this idea be the future of coral trade?

To know more: http://www.speakupforblue.com/in-ocean-news/coral-reef-hobby-to-help-in-ocean-conservation

Corais ao vivo em seu aquário marinho podem ajudar a conservação de recifes. E não, eu não sou louco (ainda). A nova tendência entre os vendedores de corais são fazendas de corais, em vez de colheita. Por isso países como a Indonésia ou Filipinas estão tomando 10% dos corais cuidou para ser transplantado para a vida selvagem. Isso significa que cerca de 100,000 corais cada ano são destinados à restauração de Recife! 

Saiba mais: http://www.speakupforblue.com/in-ocean-news/coral-reef-hobby-to-help-in-ocean-conservation