quinta-feira, 13 de março de 2014

Baleias jubarte do Índico cantam em diferentes tons, mostra estudo


Descoberta pode indicar que houve intercâmbio cultural entre populações de baleias de oceanos diferentes, já que espécimes de uma mesma região costumam cantar canções similares.

Áudio: http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-natureza/v/baleias-jubarte-do-indico-cantam-em-diferentes-tons-mostra-estudo/1794138/

Baleias 'ensinam' indivíduos da mesma espécie a caçar, diz estudo

Conhecimento seria transmitido por meio da convivência em grupo.
Comportamento é adaptação à falta de comida; estudo saiu na 'Science'.


Exemplar de baleia-jubarte usa a cauda para aplicar técnica de caça de peixes (Foto: Jennifer Allen/Centro de Baleias de New England/Science)Exemplar de baleia-jubarte usa a cauda para aplicar técnica de caça de peixes (Foto: Jennifer Allen/Centro de Baleias de New England/Science)
Estudo publicado nesta quinta-feira (25) na edição online da revista “Science” sugere que um grupo de baleias-jubarte, forçado à adaptação para buscar alimento, desenvolveu uma técnica de caça que foi transmitida para diferentes indivíduos da mesma espécie.

Segundo os cientistas da Universidade St. Andrews, isto teria começado na década de 1980, na região de New England, nos Estados Unidos. Devido ao declínio de peixes arenque na região, alimento favorito desses mamíferos aquáticos, as baleias passaram a empregar uma metodologia que passou a ser utilizada por uma maior quantidade de indivíduos que viviam em uma mesma área.

O movimento forma uma rede de bolhas de ar na água que, especulam os cientistas, obrigaria os peixes a rumarem para a superfície do mar.
O método consiste em a jubarte bater de uma a quatro vezes sua cauda na água antes de mergulhar completamente.
De acordo com o estudo, ao rumarem para a superfície os peixes estariam tentando se afastar das baleias, mas apenas estariam facilitando “o ataque” desses mamíferos.
Transmissão de conhecimento
De 1980 até 2007, observações feitas mostraram que cerca de 280 baleias, de um grupo de 700 animais, passaram a empregar a mesma metodologia para caçar na área próxima ao Santuário Marinho Stellwagen Bank.
O artigo sugere que essas informações comprovam o conceito de aprendizagem em rede dos animais, por meio da observação feita por um espécime. Segundo os pesquisadores envolvidos, a convivência entre indíviduos facilitaria a transmissão.
O estudo compara o método das baleias ao modo de aprendizagem empregado por humanos, que se adaptam a diferentes grupos e regras de convívio social também com a ajuda da observação.
Segundo o estudo, as jubartes transmitem conhecimento por meio da convivência em grupo (Foto: Jennifer Allen/Centro de Baleias de New England/Science)Segundo o estudo, as jubartes transmitem conhecimento por meio da convivência em grupo (Foto: Jennifer Allen/Centro de Baleias de New England/Science)
 Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/04/baleias-ensinam-individuos-da-mesma-especie-cacar-diz-estudo.htm
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Baleia de 28 milhões de anos usava sistema de ecolocalização, diz estudo


Cientistas dos EUA analisaram fóssil de parente de botos e golfinhos. Mecanismo permitia se orientar pela emissão de sons de alta frequência.


Do G1, em São Paulo
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Fóssil de Cotylocara macei foi encontrado na região de Charleston, na Carolina do Sul (EUA) (Foto: James Carew and Mitchell Colgan/Handout/Reuters)Fóssil de Cotylocara macei foi encontrado na região de Charleston, na Carolina do Sul (EUA) (Foto: James Carew and Mitchell Colgan/Handout/Reuters)
Um parente distante das baleias dentadas, botos e golfinhos que viveu há cerca de 28 milhões de anos já possuia a ecolocalização, um sistema biosonar baseado emissões de sons de alta frequência e seus ecos, segundo estudo publicado esta semana na revista "Nature" feito por cientistas do Instituto de Tecnlogia de Nova York, nos Estados Unidos. Fósseis da criatura chamada Cotylocara macei foram descobertos na região de Charleston, litoral da Carolina do Sul.

Geisler disse que o estudo do crânio de
 Cotylocara macei levou os pesquisadores à conclusão de que ela também era dotada do sistema de ecolocalização que ajudou o animal a encontrar comida durante a noite ou em águas turvas águas do oceano. Segundo o pesquisador, a Colytocara tinha uma cavidade profunda no topo da cabeça. "A anatomia do crânio é realmente incomum. Eu não vi nada parecido em qualquer outra baleia, viva ou extinta", disse Geisler.Segundo o professor Jonathan Geisler, que liderou os estudos desta nova espécie, as baleias dentadas, golfinhos e botos produzem sons de alta frequência através de uma área contraída nas passagens nasais abaixo do espiráculo (orifício respiratório por onde a baleia expele a água), enquanto todos os outros mamíferos, incluindo os seres humanos, produzem sons na laringe. O mecanismo de reprodução de som nas baleias dentadas é complexo, com grandes músculos, bolsas de ar e gordura.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/03/baleia-de-28-milhoes-de-ano-usava-sistema-de-ecolocalizacao-diz-estudo.html

quarta-feira, 12 de março de 2014

Argumentos para os países que defendem a caça às baleias

ALEXANDRE MANSUR


Baleias jubarte mergulhando na costa brasileira (Foto: Divulgação/ Instituto Baleia Jubarte)

Os ativistas brasileiros a favor das baleias resolveram dar uma um passo no lobby com os países que ainda defendem a caça. Os biólogos e conservacionistas organizaram um seminário internacional com 12 representantes de países africanos e caribenhos que geralmente se alinham com líderes defensores da caça, como o Japão. O plano é argumentar a favor da criação de um santuário de proteção de baleias no Atlântico Sul. O encontro, organizado pelo Instituto Baleia Jubarte, acontece de 19 a 21 de março, na Praia do Forte, na Bahia. "Muitos dos países convidados votam contra a proposta (do Santuário) por desconhecimento das implicações e benefícios", diz Marcia Engel, presidente do instituto. Ela explica mais na entrevista a seguir:
ÉPOCA: Por que organizar um seminário para países votantes da Comissão Baleeira Internacional? A ideia é fazer lobby?
Marcia Engel: A intenção é esclarecer sobre o papel do Santuário e os benefícios a ele associados para a conservação marinha, pesquisa, geração de renda para as comunidades costeiras, educação. Muitos dos países convidados votam contra a proposta por desconhecimento das implicações e benefícios, sendo influenciados pelo Japão e aliados. Eles acreditam que a criação do Santuário de Baleias seria prejudicial aos seus interesses econômicos, quando na verdade a conservação das baleias é um jogo de ganha-ganha para o ecossistema marinho, comunidades, pesquisadores e ambientalistas. 

ÉPOCA: Como é a melhor abordagem para os países que tradicionalmente votam contra a restrição à caça a baleia e contra a criação de um santuário?
Marcia: O esclarecimento e aprofundamento da discussão sobre o que é e como funciona um santuário de baleias.

ÉPOCA: Quem se opõe mais à criação do Santuário do Atlântico Sul?
Marcia: O principal opositor é o Japão, que estende sua influência sobre vários países subdesenvolvidos do Caribe e África através de subsídios à indústria pesqueira, angariando votos contra a proposta. Também há oposição de Noruega, Rússia e Islândia.

ÉPOCA: Quais são os países mais favoráveis ao santuário?
Marcia: A proposta de criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul é uma iniciativa do Brasil e Argentina, tendo a África do Sul e Uruguai como co-patrocinadores. A proposta do Santuário tem o apoio de todos os países-membros da Comissão Baleeira Internacional (CIB) que são conservacionistas  como: Austrália, Reino Unido, União Européia, a maioria dos latinos (Chile, Costa Rica, Equador, Colômbia, México, Peru e outros),  EUA, Nova Zelândia, Índia, República Dominicana.
ÉPOCA: Quais são os melhores argumentos à favor da criação do santuário?
Marcia: A recuperação de espécies de baleias e unidades populacionais depauperadaspela caça comercial e por frotas baleeiras de países distantes é de suma importância para muitas nações do Atlântico Sul.  A conquista de benefícios socioeconômicos advindos doecoturismo, da observação de baleias e da pesquisa científica depende da recuperação das populações de baleias e da garantia de que a caça não será mais uma ameaça.

Fonte: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2014/03/argumentos-para-os-paises-que-defendem-caca-baleias.html

CNPQ cancela a tradicional olimpíadas de biologia por falta de verba

Sem nenhuma explicação, o CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, antigo Conselho Nacional de Pesquisa) simplesmente cortou todo o financiamento para a tradicional Olimpíadas de Biologia, deixando na mão centenas de jovens cientistas que participam desta evento todos os anos.
Ano passado, um grupo de estudantes brasileiros ficou em terceiro lugar nas Olimpíadas Internacionais de Biologia, nos enchendo de orgulho e mostrando todo o nosso potencial em pesquisa para o mundo.

Para ler a matéria sobre o assunto clique aqui: http://www.anbiojovem.org.br/noticia.html?uri=Governo-nao-apoia-Olimpiada-Brasileira-de-Biologia

Matéria modificada em Dom, 09 de Março de 2014 01:57

Dr. Tufi Dippe Jr


Fonte: http://portaldocoracao.uol.com.br/saude-e-bem-estar/cnpq-cancela-a-tradicional-olimpiadas-de-biologia-por-falta-de-verba

terça-feira, 11 de março de 2014

Baleias são vistas na orla do Rio


Mamíferos chegaram perto da areia do Leblon, por volta das 15h30.
Segundo oceanógrafo, espécie chega a 15 metros de comprimento.

 Um grupo de baleias foi visto nesta segunda-feira (10) no mar da Zona Sul do Rio. Os mamíferos chegaram perto da areia do Posto 10 do Leblon, segundo banhistas, por volta das 15h30. Às 16h30, o GloboCop filmou as baleias, já um pouco afastadas, em São Conrado.
O oceanógrafo da Uerj José Laílson afirmou à TV Globo que se trata da espécie baleia de Bryde, que chega a atingir 15 metros de comprimento. Segundo o professor, desde dezembro esse grupo de baleias tem sido visto nadando no litoral fluminense em busca de alimento. Pelo menos 10 animais foram identificados.

Baleia foi vista no mar da Zona Sul do Rio (Foto: Reprodução / TV Globo)Baleia foi vista no mar da Zona Sul do Rio (Foto: Reprodução / TV Globo)
Moradores do bairro, que estavam na praia nesta segunda, afirmaram que era dificil perceber a presença dos animais. Daniel Gomes, de 26 anos, é universitário e ficou surpreso com a presença das baleias.

"Cheguei na praia com uns amigos para aproveitar o dia de folga e percebi o esguicho de água no meio do mar. Depois de um tempo, percebi que estavam frequentes. Não dava para ver qual era o animal, mas achei interessante. Nunca tinha visto por aqui", disse Daniel.Segundo informações de agentes do Corpo de Bombeiros que faziam a fiscalização do local, a presença dos mamíferios não é comum na orla da Praia do Leblon. Até as 16h, nenhuma ocorrência tinha sido feita e os animais não ofereciam perigo aos banhistas.
Em junho do ano passado, duas baleias foram flagradas aproveitndo o clima de inverno para um passeio pela orla da Zona Sul, perto das Ilhas Cagarras.
Mamífero foi visto por banhistas na orla (Foto: Reprodução / TV Globo)Mamífero foi visto por banhistas na orla (Foto: Reprodução / TV Globo)
Fonte: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/03/baleias-sao-vistas-na-praia-do-leblon.html

segunda-feira, 10 de março de 2014

Pior pesadelo do Sea World pode virar realidade

Projeto de lei na Califórnia propõe banir uso de baleias orcas mantidas em cativeiro para fins de entretenimento, como ocorre nas atrações do grupo.

Gerardo Mora/Stringer/Getty Images
Orca no Sea World Orlando, na Flórida
Retorno: a baleia 'Tilikum', no Sea World, em março de 2011, na Flórida, um ano após tragédia
São Paulo – Um legislador da Califórnia anunciou um projeto de lei na última sexta-feira que, se aprovado, pode transformar o pior pesadelo do Grupo Sea World em realidade.
Chamado “Orca Welfare and Safety Act”, ele propõe banir o uso de baleias orcas mantidas em cativeiros para fins de entretenimento, o que afeta em cheio a atividades do parque aquático de San Diego.
Pelo projeto de lei, seria permitido apenas a manutenção dos animais em cativeiro para programas de pesquisa científica, conservação e reabilitação.
A iniciativa do legislador Richard Bloom foi inspirada pelo polêmico documentário “Blackfish”, que lança questionamentos a respeito da prática, entre eles, se o fato de manter baleias em cativeiro não pode encorajar atitudes agressivas dos animais.
Lançado em 2013, o filme teve como gancho a morte da treinadora Dawn Brancheau, que foi atacada em 2010 pela baleia orca Tilikum no parque Seaworld de Orlando, na Flórida, em frente aos espectadores.
O projeto de lei também coloca limites à procriação desses animais pelo SeaWorld, proibindo a inseminação artificial de orcas em cativeiro no interior do estado e impedindo a importação de sêmen de orca de outros estados americanos.
"Simplesmente não há justificativa para a exibição contínua de orcas em cativeiro para fins de entretenimento", disse Bloom aos jornais locais. "Estas criaturas bonitas são demasiado grandes e inteligentes para serem confinadas em pequenas piscinas de concreto para o resto de suas vidas."
Se o projeto for aprovado, o SeaWorld San Diego será forçado a trabalhar para reabilitar as orcas e devolvê-las à vida selvagem, quando possível, ou transferi-las para santuários oceânicos protegidos.

Fonte: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/pior-pesadelo-do-sea-world-pode-virar-realidade