segunda-feira, 1 de julho de 2013

Fotógrafo brasileiro faz expedição ao Polo Norte e clica 'baleia-unicórnio'

 

Animal possui dente de marfim que se projeta para fora da cabeça.
Baleia narval habita o Ártico e é rara de ser fotografada, diz Daniel Botelho.

Rafael SampaioDo G1, em São Paulo

Macho de baleia narval fotografado por Daniel Botelho (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)Macho de baleia narval fotografado por Daniel Botelho (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Fotógrafo brasileiro com experiência em clicar imagens subaquáticas e animais marinhos, Daniel Botelho participou de uma expedição de dez dias ao Polo Norte, no início do mês de junho, e retornou ao brasil há cerca de uma semana. Ele fotografou icebergs, paisagens de gelo e grupos de baleias narval - animais naturais do Ártico, conhecidos pelo macho possuir uma presa parecida com um "chifre", que é, na verdade, um dente de marfim que se projeta por até três metros da cabeça. O cetáceo, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), também é conhecido como "baleia-unicórnio".
"É um animal raro de ser fotografado", disse Botelho. A viagem começou em Ottawa, no Canadá, e seguiu para um povoado remoto no norte do país chamado Arctic Bay. De lá, o fotógrafo seguiu de trenó por dois dias até chegar ao acampamento do grupo da expedição, que foi montado em uma região congelada do oceano.
O grupo explorou regiões de neve próximas à beira do mar, onde o gelo é fino e rachaduras formam-se com facilidade. As temperaturas fora da água chegavam a 30 ºC negativos, conta Botelho. "Nosso acampamento-base ficava recuado desse limite. Às vezes eram centenas de metros de gelo partido a partir de um certo ponto, que nos impediam de prosseguir. Isso foi uma das maiores dificuldades", relata.
Grupo de baleias narval nada no Ártico próximo a fotógrafo (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)Grupo de baleias narval nada no Ártico próximo a
fotógrafo (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Roupas especiais, máscaras, luvas e equipamento de mergulho foram usados por Botelho, além de aparelhagem de fotografia preparada para imagens dentro do mar. "Eu pensava: 'vou ficar com dor, vou queimar o rosto, mas eu sei que a vantagem de estar ali é interagir o máximo de tempo com o animal [baleia narval], para ele se acostumar à minha presença'", afirma o fotógrafo.
Tanto esforço foi recompensado: Botelho chegou a nadar cerca de um quilômetro para longe do grupo, de expedição em um dos dias em que entrou na água, próximo ao local onde imaginava que as "baleias-unicórnio" estariam. O dia estava escuro, o clima era terrível, conta ele. Mesmo assim, uma baleia macho passou pelo explorador e se deixou fotografar.
Depois de algumas imagens, o fotógrafo decidiu nadar de volta para próximo de onde estava o grupo da expedição. "Aconteceu uma das coisas mais incríveis. Eu olho para o lado, sinto um cutucão na perta esquerda, é uma narval fêmea me cutucando, perto", conta. Ele disse ter ficado chocado com o contato tão próximo do animal, que o seguiu. "Foi um momento muito especial", relata.
"[O Ártico] É um ambiente lindo, singular, mas ao mesmo tempo um lugar onde é possível morrer facilmente" devido ao frio e às condições adversas, explica o fotógrafo. Ele ressalta que é a primeira vez que viaja à região do Polo Norte. Botelho chegou a ficar quatro horas dentro da água para fazer imagens de icebergs. O território, diz ele, é "maravilhosamente mortal".
Baleia narval fêmea se aproxima de fotógrafo enquanto ele nada rumo ao grupo da expedição (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)Baleia narval fêmea se aproxima de fotógrafo enquanto ele nada  (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Iceberg fotografado em mergulho subaquático no Ártico (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)Iceberg fotografado em mergulho subaquático no Ártico (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Membros da expedição sobre bloco de gelo próximo a local onde fotógrafo mergulhou (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)Membros da expedição sobre região de gelo e neve no Ártico (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Tendas de acampamento de expedição ao Polo Norte (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)Tendas de acampamento de expedição ao Polo Norte (Foto: Divulgação/Daniel Botelho)
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/06/fotografo-brasileiro-faz-expedicao-ao-polo-norte-e-clica-baleia-unicornio.html

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Rare Whale Finally Spotted


video: http://www.weather.com/video/rare-whale-finally-spotted-37519


Comunidade ambiental perde a jornalista Teresa Urban


Crédito: Coletivo Teresa Urban
Teresa Urban, jornalista e escritora, faleceu na noite desta quarta-feira (26). Pioneira na cobertura de assuntos ambientais na imprensa brasileira, ela tinha 67 anos e colaborou inúmeras vezes aqui em ((o))eco. Atualmente, colaborava com projetos na Sociedade de Pesquisa da Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS).

Em ((o))eco, sua última contribuição no site foi um artigo em fevereiro deste ano, contra o projeto de lei que reabre a Estrada do Colono, que aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados.

Formada em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Teresa escreveu 21 livros. Foi correspondente do O Estado de S. Paulo, em Curitiba, e também passou pelo Jornal do Brasil, revista Veja e jornais Voz do Paraná e Folha de Londrina, onde foi diretora de redação.

Militou na área ambiental, papel que a levou a atuar no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Participou do mapeamento dos remanescentes das florestas de araucária no estado do Paraná e foi coloboradora de organizações ambientais, como a SOS Mata Atlântica e Mater Natura.

É uma das criadoras da Rede Verde, rede de notícias que transmite pelo rádio informações ambientais para todo o Paraná.

Ela faleceu um dia após sofrer um enfarto. Teresa chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensa (UTI) do Hospital Vita, em Curitiba, mas não resistiu.

Depoimento de Clóvis Borges
A  complexa tarefa de atuar na área da conservação da natureza no Brasil demanda um conjunto de capacidades que, na prática, não é encontrada em figuras isoladas. Somos mesmo extremamente limitados, tais as exigências que nos são impostas. Aqueles que arrogam para si esta competência ampla, em geral, não passam de figuras menos relevantes, facilmente identificáveis pela inconfundível soberba. Teresa Urban prestigiou, com sua amizade e sabedoria, um número considerável de pessoas. Mais do que isto, emprestou, solidariamente, ensinamentos constantes sobre a dura pela luta pela conservação. Permitiu que, os que dela se aproximaram, tivessem um melhor entendimento sobre a dimensão e os limites de nossos tantos enfrentamentos. Tornou-nos, portanto, menos imperfeitos. Não se trata de saber tudo, nem de acertar sempre. Mas sim, de sustentar a posição de manter a cabeça levantada. De dar valor às iniciativas, por mais frágeis que sejam, pelo seu significado maior, acreditando que o caminho da mudança passa, indelevelmente, pela perseverança, mesmo em situações extremamente difíceis como as que enfrentamos. O vazio deixado com o seu passamento será preenchido aos poucos, com seu exemplo único que hoje já representa parte muito especial e cara das atitudes e das lutas que muita gente encampou.     

Adeus minha amiga Teresa!


Fonte: http://www.oeco.org.br/noticias/27316-comunidade-ambiental-perde-a-jornalista-teresa-urban

quinta-feira, 27 de junho de 2013

São Paulo, onde árvores são consideradas lixo (parte 2)


As motosserras fazem o serviço sujo no Largo do Paissandú. Foto: Fabio Olmos
A importância das áreas verdes urbanas não é nenhuma novidade. Embora arquitetos frequentemente desprezem os espaços arborizados e prefiram concreto tostando ao sol, como fez o gênio que projetou oMemorial da América Latina em São Paulo, uma crescente massa de estudos mostram que se você administra uma cidade é uma boa ideia ter o maior número de árvores e de áreas com vegetação.

E não apenas por conta da regulação climática, da absorção da água das chuvas, do controle da poluição do ar e sonora, da estética ou por que cidades mais verdes abrigam maior biodiversidade. Como primatas que evoluíram em um ambiente de savanas arborizadas por alguns milhões de anos, há algo nas áreas verdes que afeta nossas mentes.

Um estudo intrigante realizado no Reino Unido acompanhou mais de 10 mil pessoas (adultos) representando mais de 5 mil famílias entre os anos de 1991 e 2008. Os cientistas do European Centre for Environment and Human Health, baseado na University of Exeter, buscaram descobrir como áreas verdes urbanas afetam a saúde psicológica e o bem-estar das pessoas ao longo do tempo

Os resultados mostram que pessoas são mais felizes quando vivem nas áreas urbanas com maior cobertura de espaços verdes. Elas têm níveis menores de stress psicológico e maiores de bem-estar. Esses efeitos emergem mesmo quando se controla variáveis como renda, desemprego, saúde, tipo de residência e criminalidade.

O stress associado a urbanização é um problema para o bem-estar e a saúde mental das pessoas. Este estudo mostra que espaços verdes como praças, jardins e arborização contribuem positivamente para mitigá-lo.

O efeito psicológico de áreas verdes bem cuidadas também afeta a segurança pública. Outro trabalho feito na Philadelphia, Estados Unidos, demonstrou que, em diferentes áreas da cidade, após terrenos baldios serem transformados em áreas verdes houve uma queda nos assaltos a mão armada e, em alguns locais, nos casos de vandalismo. O estudo também revelou que os residentes das áreas beneficiadas reportavam menos stress e que faziam mais exercícios ao ar livre, o que ajuda na saúde física.

Philadelphia é uma área de estudos fértil para este tipo de pesquisa e outra, mais recente, mostrou umacorrelação negativa entre a abundância de vegetação e a ocorrência de assaltos, roubos e furtos, o que é contra intuitivo para aqueles que veem um bandido escondido atrás de cada arbusto.

Os autores do estudo sugerem que o efeito possa ser o resultado tanto do maior uso das áreas verdes por usuários “do bem” (o que desencoraja os usuários “do mal”), como o fato da presença de vegetação reduzir fadiga mental e irritabilidade, que são precursores de crimes violentos.


Enquanto isso, em São Paulo...

A cidade de São Paulo tem um histórico desprezo e relaxo com suas áreas verdes e, em particular, com a arborização urbana
Estes estudos mostram um fenômeno interessante que poderia ser explorado no contexto de uma sociedade violenta como a brasileira e de cidades onde a agressão está sempre à flor da pele.

Como São Paulo.

A cidade de São Paulo tem um histórico desprezo e relaxo com suas áreas verdes e, em particular, com a arborização urbana. Basta ver como árvores são plantadas (a contragosto) como compensação ambiental por obras como as novas pistas da Marginal para notar a completa falta de cuidado e uma capacidade técnica similar a de um pedreiro que tente fazer uma neurocirurgia. Um passeio pela região central “recuperada”, pelas avenidas marginais ou obras como a “revitalização” do Largo da Batata mostra o serviço porco que resulta na perda de um número absurdo de árvores.

São Paulo suporta, há quase duas décadas, prefeitos que oscilam entre o mais ou menos e o medíocre. Administrações que, em se tratando de meio ambiente urbano, parecem saber tanto do assunto, ou dar-lhe importância, quanto uma bromélia entende de macroeconomia.

Durante a última administração, São Paulo perdeu árvores adultas a uma taxa fenomenal para que empreendimentos imobiliários fossem construídos. Em muitos casos a “compensação ambiental” é inócua já que, como se vê, plantam-se mudas para inglês ver. 

A nova administração segue no mesmo espírito. A foto acima, feita em 12 de junho na praça em frente a meu apartamento, mostra o que a prefeitura paulistana entende por restauração de um espaço verde. Além de cortarem árvores adultas, o serviço foi feito com tanto cuidado que destruiu um jacaratiá e uma acerola que estavam no caminho dos galhos que caíam.

A guerra contra as árvores paulistanas vai além da minha porta. Um empreendimento imobiliário que derrubará centenas de árvores foi autorizado sob justificativa que não convence, obviamente com a promessa de que muitas mais serão plantadas (algo que, como a segunda vinda de um messias, é de baixa probabilidade).

E para finalizar, a prefeitura paulistana quer se livrar do Parque Municipal CEMUCAM e Viveiro Harry Blossfeld, único viveiro municipal que produz árvores.

Meses atrás escrevi que uma prefeitura que começava tratando árvores como lixo começava mal. Parece que continuará mal.

Fonte: http://www.oeco.org.br/olhar-naturalista/27310-sao-paulo-onde-arvores-sao-considerada-lixo-parte-2

Tartaruga de duas cabeças é batizada de 'Thelma e Louise' em zoo nos EUA

Réptil nasceu há uma semana em Zoológico de San Antonio.
Tartaruga vai ser exibida ao público a partir de quinta-feira (27).

Do G1, em São Paulo
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Uma tartaruga de duas cabeças nasceu há pouco mais de uma semana no Zoológico de San Antonio, nos Estados Unidos. O animal, segundo a agência de notícias Associated Press, foi batizado de "Thelma e Louise". A tartaruga está sendo exibida nesta quinta-feira (26) no aquário do zoo, e é a única de sua ninhada a ter duas cabeças (Foto: San Antonio Zoo/AP)Uma tartaruga de duas cabeças nasceu há pouco mais de uma semana no Zoológico de San Antonio, nos Estados Unidos, segundo agências de notícias internacionais. Nascido em 18 de junho, o animal recebeu o nome de 'Thelma e Louise' dos tratadores.  A tartaruga vai ser exibida ao público a partir de quinta-feira (27), no aquário do zoo (Foto: San Antonio Zoo/AP)
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/06/tartaruga-de-duas-cabecas-e-batizada-de-thelma-e-louise-em-zoo-nos-eua.html

Japão é processado no Tribunal de Haia por caça de baleias na Antártica

 

Austrália defende proibição de caça às baleias no órgão judicial da ONU.
Governo japonês é acusado de maquiar captura de animais.

Da EFE
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Começaram nesta quarta-feira (26), em Haia, na Holanda, uma série de audiências que vão analisar a acusação do governo da Austrália contra o Japão de caça às baleias na Antártica com finalidade comercial e não científica. "Estamos satisfeitos por termos chegado a este ponto a tempo", declarou Bill Campbell, representante australiano na Corte Internacional de Justiça de Haia.
O jurista internacional garantiu que o governo australiano "fez um enorme esforço para assegurar que dará o seu melhor" neste caso, mas não revelou os pontos fortes da argumentação de defesa que preparou para as audiências.
A Austrália apresentou em 2010 um requerimento ao principal órgão judicial da Organização das Nações Unidas (ONU) por considerar que o programa científico do Japão na Antártica - que os nipônicos usam como justificativa para a captura de mamíferos aquáticos - esconde fins comerciais e viola convenções internacionais e obrigações de preservação do habitat.
Campbell afirmou que o Japão usa em seu programa científico o mesmo tipo de navios e tripulação utilizados nas antigas atividades comerciais da indústria baleeira quando ainda eram permitidas.

Baleias S/A
O agente australiano ressaltou que os números relativos à captura de baleias na Antártica, que inclui a pesca anual de 935 baleias-mink, revelam níveis comerciais e lembrou que existem vários produtos que utilizam estes mamíferos como matéria-prima, à venda nos mercados japoneses.
Nos restaurantes japoneses, por exemplo, continua sendo oferecida a carne de baleia, mas seu consumo diminuiu bastante, de 230 mil toneladas em 1962 para 4.200 toneladas estimadas em 2009.
O Japão abandonou a caça de baleias em 1986 por uma moratória internacional, mas retomou a atividade um ano depois sob um programa com fins científicos autorizado pela comissão baleeira, apesar do ceticismo de muitas associações e países.
O país asiático, um dos principais parceiros comerciais da Austrália, argumenta que sua caça anual de baleias é legal sob o artigo 8º da Convenção Internacional para a Regulação da Atividade Baleeira, que permite que os governos capturem cetáceos para fins científicos.
"O Japão está obedecendo estritamente essa convenção", disse Nori Shikata, o porta-voz japonês no Tribunal Internacional para este caso.

As audiências públicas no Tribunal de Haia acontecem até o dia 16 de julho e incluirão a "intervenção" da Nova Zelândia em favor da reivindicação australiana. A Corte Internacional de Justiça deve emitir sua decisão no final deste ano, sem direito à apelação, por isso as audiências são o último esforço das partes para defender suas posições.
Pescadores japoneses cortam blocos de carne de uma baleia-nariz-de-garrafa de 10 metros de comprimento, abatida para venda em Minami-Boso, a leste de Tóquio, em junho de 2008 (Foto: Yoshikazu Tsuno/Arquivo AFP)Pescadores japoneses cortam blocos de carne de uma baleia-nariz-de-garrafa de 10 metros de comprimento, abatida para venda em Minami-Boso, a leste de Tóquio, em junho de 2008 (Foto: Yoshikazu Tsuno/Arquivo AFP)
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/06/japao-e-processado-no-tribunal-de-haia-por-caca-de-baleias-na-antartica.html

Alerta geral!



Em meio aos protestos e à indignação do povo brasileiro, foi publicado hoje no Diário Oficial da União (DOU) a Resolução nº 457 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), presidido pela Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A Resolução é um dos maiores retrocessos da história ambiental brasileira, com graves consequências para os animais.

Resumindo curta e grossamente: A partir de hoje fica oficialmente autorizado que cada cidadão brasileiro pode "tutelar" até 10 animais oriundos do tráfico. Nem precisa ser muito inteligente para saber que teremos milhares de testas de ferro (com ficha limpa) se cadastrando.

Essa Resolução tem que cair. Leia na íntegra no DOU de hoje (26.06.2013).



http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=26%2F06%2F2013&jornal=1&pagina=96&totalArquivos=120