quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Watch: Whale ‘asks’ for help removing plastic bag from her mouth


A whale has been filmed ‘asking’ for help extracting a plastic bag from her mouth.
Not only that – but once the bag was removed – she even posed for selfies afterwards.
The group of fisherman who helped the mammal first noticed her after she nudged their boat to catch their attention in Middle Harbour, north of Sydney.
Whale 'asks' for help removing plastic bag from her mouth
Selfie!
She then circled the boat and swam underneath it.
The men then noticed she had rubbish bags and fishing line caught in her mouth and one of them – Ivan Iskenderian – quickly scabbled to pull both items out.
Ivan’s friend Michael Riggio, 17, snapped a few selfies with the whale while another fisherman Ron Kovacs filmed part of the encounter from another boat.
AD177875403The moment a wha
Afterwards the whale was seen by the fisherman flapping her fin and swimming away – apparently a showing her appreciation.
Ivan described the moment as ‘unbelievable’, telling Manly Daily: ‘It was surreal. We couldn’t believe our eyes.’
The other fisherman Rob added: ‘He just popped his head up so you could reach out and remove the garbage. He tried on my boat but we are a bit higher.
The moment a whale surprises fisherman asking for help
The moment the whale surprised the fisherman by asking for help
The moment a whale surprises fisherman asking for help
Help!
‘I made one grab for the bag but missed. He was very inquisitive and more interested in us.
‘You could see that big eye coming out watching us. They are not dumb for sure.’


Read more: http://metro.co.uk/2015/08/13/watch-whale-asks-for-help-removing-plastic-bag-from-her-mouth-5341058/#ixzz3ij7vybAW


Fonte: http://metro.co.uk/2015/08/13/watch-whale-asks-for-help-removing-plastic-bag-from-her-mouth-5341058/#mv-b

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Botos da Baía de Guanabara estão entre os animais mais contaminados do mundo


Criado em 11/08/15 06h21 e atualizado em 11/08/15 07h54
Por Flávia Villela Edição:Graça Adjuto Fonte:Agência Brasil

Os botos-cinza da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, estão entre os animais marítimos mais contaminados do mundo, informa o coordenador das atividades de mamíferos aquáticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, José Lailson Brito. Ele participou, nessa segunda-feira (10), de audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio para debater a poluição na baía.  Desde 1992, Brito monitora os poluentes nos organismos desses animais e os principais produtos encontrados, segundo ele, são compostos de origem industrial, muitos já banidos no país
“Garanto que se formos analisar o tecido adiposo, o sangue e a urina de boa parte dos que estão aqui e que eventualmente interagem com a Baía de Guanabara, que se alimentam de pescado da baía, certamente têm os mesmos contaminantes”, disse.
“Esses mesmos produtos que estão lá no tecido desses animais, fazendo um efeito ruim, estão na gente. É um problema de saúde pública”.
O pesquisador lamentou a perda de mais um boto, vítima da poluição, notificada por uma colaborador do projeto de monitoramento. “O que acontece aqui está sendo reproduzido na Baía de Sepetiba, não aprendemos nada. A Baía de Ilha Grande vai pelo mesmo caminho”.
Presente no brasão da cidade do Rio e ícone da fauna marítima da baía, o boto-cinza é hoje um animal em extinção. De uma população de mais de 800 animais na década de 1970, com essa última morte registrada restam apenas 36. “Os botos são o retrato do que é a Baía de Guanabara, que virou um estacionamento de navios, são mais de 80 navios fundeados” disse. O oceanógrafo alertou que a poluição acústica produzida por essas embarcações também é preocupante. “O ruído debaixo d'água nas áreas de fundeio é um absurdo e espanta a fauna”.
O pesquisador também criticou a exploração sem freios do petróleo no estado. “O pré-sal elegeu a Baía de Guanabara como o centro de operações. Há vários terminais, estaleiros, em virtude da indústria do petróleo, e uma pressão para aumentar as áreas de fundeio, algo completamente absurdo, como em áreas próximas às de proteção ambiental”, denunciou.

Para o presidente da Comissão Especial da Bahia de Guanabara, Flávio Serafini, o aumento da presença frequente de barcos da indústria do petróleo tem sido pouco discutido. "Hoje, sabemos que o perfil do uso da baía está em um processo acelerado de mudança e precisamos aprofundar as questões a respeito dos licenciamentos ambientais e estudos ambientais sobre a presença industrial ali".
Fundador do Movimento Baía Viva, o biólogo Sérgio Ricardo também destacou os efeitos desse novo perfil da baía para os pescadores e os usuários do local. “A baía está passando por uma reindustrialização, impulsionada pelo pré-sal e, com isso, apenas 13% da superfície estão disponíveis para a atividade de pesca. Estamos determinando, por causa do pré-sal, o fim da pesca da baía. Essa é uma questão que temos que discutir”, disse. Ricardo. Ele acrescentou que estão sendo dragadas três a quatro áreas de lama do tamanho do Maracanã e que 30% desse material estão contaminados por metal pesado, segundo o Ministério Público Estadual. "É a verdadeira tabela periódica e é isso que está acabando com a pesca e com os botos. O interesse do capital é que está prevalecendo”.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-08/botos-da-baia-de-guanabara-estao-entre-os-animais-mais-contaminado-do-mundo

Imagens de satélite mostram gravidade de crise hídrica em SP


Daniel Santini - 05/08/15

Antes (esquerda) e depois (direita). Deslize a barra para visualizar como o nível de água diminuiu.
A represa de Jaguari, uma das principais do Sistema Cantareira, encolheu. Do alto, a partir de imagens de satélite do sistema Landsat 7, da Nasa é possível ver com clareza como a área alagada de um dos principais mananciais de São Paulo diminuiu consideravelmente nos últimos cinco anos. A primeiro foto é de 13 de junho de 2010, mês em que o nível da represa passou de 100%. A segunda, é de 13 de julho de 2015, quando, segundo a Sabesp, o nível do volume que pode ser utilizado sem bombeamento estava abaixo de 10%, volume (clique aqui para ver o volume hoje). 
O inverno começou em 21 de junho e, este ano, as chuvas do primeiro semestre não foram suficientes para recompor o sistema de abastecimento de São Paulo. A cidade entrou na estação mais seca do ano com o Sistema Cantareira em situação delicada.
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O encolhimento de uma das principais reservas de água da capital não aconteceu de uma hora para outra. A animação ao lado, feita também com imagens do satélite Landsat 7, da Nasa, ajuda a visualizar como, ano após ano, a represa de Jaguari vem diminuindo. As fotos exibidas em sequência são de 13 de junho de 2010, 18 de abril de 2013, 13 de maio de 2014 e 13 de julho de 2015. De 2003 a 2015, houve variações consideráveis no nível do Sistema Cantareira, como é possível ver no projeto Mananciais**, mas nunca a situação foi tão grave.
Além de não ser novidade, a diminuição do reservatório não é fato isolado na região, onde diferentes reservas e fontes de água secaram nos últimos anos. O fenômeno está ligado não só à redução do volume de chuvas, mas também ao desmatamento e ocupação irregular de áreas de mananciais.
Clique na imagem para acessar a página do aplicativo
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A crise hídrica de São Paulo e a situação do Sistema Cantareira deram forças aos argumentos utilizados por ambientalistas para pressionar o governador Geraldo Alckmin (PSDB) na discussão sobre o Projeto de Lei nº 219/2014, apelidado de Lei do Desmatamento por flexibilizar e reduzir a preservação ambiental no Estado de São Paulo.
Lei do Desmatamento
De autoria dos deputados estaduais Barros Munhoz (PSDB), Campos Machado (PTB), Estevam Galvão (DEM), Itamar Borges (PMDB), José Bittencourt (PSD) e Roberto Morais (PPS), o projeto foi especialmente criticado por, em um momento em que a cidade vive racionamento constante de água, propor a diminuição da proteção de nascentes e olhos d’água, reduzindo a faixa de preservação permanente de 50 metros para apenas 15 metros em áreas consolidadas. O texto também permite que proprietários possam compensar o desmatamento em São Paulo com reflorestamento em outros estados.
05082015-deps-sao-pauloDeputados estaduais Barros Munhoz (PSDB), Campos Machado (PTB), Estevam Galvão (DEM), Itamar Borges (PMDB), José Bittencourt (PSD) e Roberto Morais (PPS), autores da Lei do Desmatamento. Fotos: Divulgação/ALESP
O projeto acabou aprovado pela Assembleia Legislativa no final de 2014 e sancionado pelo governador em janeiro. Alckmin chegou a vetar alguns artigos, mas o resultado final, Lei n° 15.684, foi bastante criticada justamente por fragilizar a preservação ambiental. “A ausência de obrigatoriedade de recomposição das áreas de preservação permanente é um aspecto fundamental. Os impactos disso a gente vai ver no médio e longo prazo porque sem a recuperação das áreas de preservação permanente, você tem graves consequências para os rios, como o assoreamento do curso d’água”, afirmou na ocasião o advogado do Instituto Socioambiental (ISA) e integrante do Observatório do Código Florestal, Maurício Guetta, em entrevista à Rádio Agência Brasil de Fato.
Para mensurar os efeitos da alteração de legislação nos próximos anos pesquisadores e acadêmicos hoje podem contar com a ajuda de satélites e tecnologias específicas. É fácil estabelecer parâmetros e monitorar casos específicos, como o da Represa de Jaguari. Além da comparação pura e simples de imagens, dá para desenvolver sistemas que, com a ajuda de filtros e modelos matemáticos, podem alertar automaticamente variações drásticas. Como exemplo, com a ajuda do Resemble, ferramenta aberta de análise e comparação de imagens, organizamos essa representação que destaca em rosa as mudanças registradas no nível da represa de Jaguari de 2010 a 2014.
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** Em função de uma mudança no sistema de atualização da Sabesp, a base de dados do Mananciais deixou de ser alimentada automaticamente em fevereiro de 2015. Estamos trabalhando para corrigir o problema e voltar a gerar a visualização dos dados sobre a situação dos mananciais de maneira clara e didática, de modo a permitir que a população acompanhe e possa comparar a evolução das informações sobre o abastecimento de São Paulo.

Fonte: http://www.oeco.org.br/reportagens/29271-imagens-de-satelite-mostram-gravidade-de-crise-hidrica-em-sp

Projetos de lei ameaçam futuro hídrico, climático e a biodiversidade do país



Cerca de 40 iniciativas do Congresso Nacional que colocam em risco as unidades de conservação e terras indígenas, como o Parque Nacional do Juruena. Foto: © Adriano Gambarini
Cerca de 40 iniciativas do Congresso Nacional que colocam em risco as unidades de conservação e terras indígenas, como o Parque Nacional do Juruena. Foto: © Adriano Gambarini
Por Jaime Gesisky, do WWF-Brasil – 
O Congresso Nacional retomou as atividades esta semana, e com isso voltam a tramitar pela Câmara e o Senado diversos projetos de lei que colocam em risco o patrimônio natural brasileiro. Mesmo com as evidências sobre o papel das áreas protegidas na manutenção das fontes de água, do equilíbrio climático e manutenção da biodiversidade, os parlamentares insistem em reduzir as áreas protegidas do país.
Entre projetos novos, apensados e aqueles que esperam nos escaninhos das duas casas legislativas, somam-se cerca de 40 iniciativas que diminuem a proteção daquilo que – por lei – deveria ser intocável.
A começar pela Constituição Federal, que diz que o meio ambiente saudável, íntegro e gerador de serviços para a população é um direito de todos e deve ser garantido pelo Estado. Outras tantas leis, decretos e regulamentos completam o que os especialistas chamam de marco legal de proteção da natureza. Entre essas leis está a que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, o Snuc.
Entenda o Snuc
Depois de 15 anos de existência ajudando a garantir as Unidades de Conservação (UCs), o Snuc está sob fogo cruzado. Um projeto de lei do deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) quer alterar a lei. A proposta é modificar a metodologia que estabelece as zonas de amortecimento – faixas ao redor das UCs para aumentar a proteção de parques nacionais, reservas extrativistas e estações ecológicas –, além de limitar o tamanho desses espaços para, no máximo, dois mil metros. Hoje a faixa protetiva é determinada conforme o tamanho, a localização e a função das unidades, mas a recomendação geral é que fique em torno de 10 mil metros.
Outro ponto preocupante embutido na proposta é que a zona de amortecimento “não poderá situar-se dentro de zona urbana sob pena de implicar em indenização ao proprietário”. Apesar de reduzir a proteção à natureza, o projeto 1299 recebeu parecer favorável do relator, deputado Josué Bengtson (PTB-PA), na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS).
No relatório, ele justifica que “a proposta vem em momento ideal, pois representa maior segurança jurídica e transparência na criação da chamada zona de amortecimento e corredores ecológicos quando da criação da unidade de conservação”.
Desmonte
Bengton é membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e um dos autores do Projeto de Lei Complementar (PLP) 227/2012, que visa regulamentar o artigo 231 da Constituição Federal – apontando exceções ao direito de uso exclusivo dos indígenas de suas terras tradicionais, em caso de “relevante interesse público da União”. Entre as exceções, está a exploração dos territórios protegidos pela rede do agronegócio, empresas de mineração, além da construção de empreendimentos ligados aos interesses das esferas de governo – federal, estadual e municipal.
Com o argumento de que as faixas de proteção prejudicam a expansão da fronteira agrícola brasileira, o deputado Valdir Colatto (PMDB-SC) defende a aprovação do PL 1299. “Precisamos discutir áreas antigas com zonas de 10 quilômetros de proteção. Isso é um transtorno e inviável para o desenvolvimento desse país”, justificou Colatto.
O parlamentar, também ligado à bancada ruralista, lembrou que ele é autor de um projeto que altera a Lei do Snuc (PL 2110/2007) e que exige que as unidades de conservação sejam criadas por lei, limitando em até 500 metros a zona de amortecimento. A proposta de Colatto, apensada ao PL 5477/05, possibilita ainda o uso das áreas particulares localizadas no interior das UCs, enquanto não houver o pagamento da devida indenização.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apresentou nota técnica contrária a esta proposta. Segundo o órgão ambiental, o PL 1299/15 apresenta argumentos inconsistentes e equivocados quanto ao conceito e aos objetivos de uma zona de amortecimento (ZA) e de criação de uma unidade de conservação. Um ponto questionável é sobre a fixação de forma rígida da ZA, em dois mil metros (2 km) de raio no entorno da UC, sem levar em conta critérios ecológicos, sociais e econômicos.
A Instrução Normativa 5/08 do ICMBio não especifica os tamanhos de zonas de amortecimento, visto que essas devem ser estabelecidas e dimensionadas caso a caso.
Na avaliação do líder do Partido Verde, José Sarney Filho (MA), a proposta não deve ser aprovada da forma que está, uma vez que cada unidade de conservação tem características próprias, não sendo possível a padronização de tamanho e localização das zonas de amortecimento. “Não se pode prejudicar um dos poucos instrumentos de que ainda dispomos para a proteção do meio ambiente para atender a interesses localizados”.
Outro alerta é do deputado Ricardo Tripoli (PSDB/SP), que destaca a importância dos cinturões verdes para o amortecimento de temperatura e proteção dos mananciais hídricos. “Precisamos de mais cobertura florestal para obter água e não impermeabilizar ainda mais as cidades”. Segundo ele, essa proposta vai gerar ainda mais dificuldades para o Brasil, que já sofre com a crise hídrica.
“O que nos preocupa é que estes projetos de lei não vêm sozinhos, a esmo. Parecem estar vinculados a uma estratégia mais ampla para desmontar o SNUC. E isso é inadmissível, pois as áreas protegidas representam benefícios para toda a sociedade e não podem estar sujeitas a interesses setoriais”, adverte Aldem Bourscheit, especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil.
Mina de interesses
Além das leis ordinárias, caminham pelo Congresso propostas que querem alterar a Constituição Federal. É o caso da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 215), que retira do Executivo e coloca nas mãos dos deputados e senadores o poder de criar Unidades de Conservação e Terras Indígenas – mesmo considerando que o Parlamento não tem a capacidade técnica dos órgãos públicos que têm esta missão.
Os formuladores do novo Código da Mineração, em vias de ser votado na Câmara dos Deputados, querem embutir no texto a possibilidade de minerar em unidades de conservação de proteção integral, sob o argumento – pouco factível na prática – de que essas áreas seriam compensadas em outras de mesmo valor ambiental.
Na prática, o que se vê são os interesses dos próprios parlamentares, que recebem da indústria da mineração o financiamento de suas campanhas.
Segundo a publicação “Quem é quem nas discussões do Novo Código da Mineração”, do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), o deputado Leonardo Quintão (PMDB/MG), relator na Comissão Especial que cuida do texto do novo código minerário, teve sua campanha financiada por empresas do setor mineral como a Arcelor Mittal Inox Brasil, Ecosteel Indústria de Beneficiamento Ltda, Gerdau Comercial de Aços S/A, LGA Mineração e Siderurgia Ltda e Usiminas Mecânica S/A. A receita total declarada foi de cerca de R$ 2 milhões com quase 20% doado pelas indústrias de mineração. (WWF Brasil/ #Envolverde)
* Com informações do Portal de Políticas Socioambientais.

** Publicado originalmente no site WWF Brasil.

Fonte: http://www.envolverde.com.br/1-1-canais/projetos-de-lei-ameacam-futuro-hidrico-climatico-e-a-biodiversidade-do-pais/

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Usinas nucleares viciam peixes-boi da Flórida


Nanda Melonio - 04/08/15

09122008-manatee1Com água aquecida, usinas de energia da Flórida têm sido essenciais a sobrevivência dos peixes-boi durante o inverno. Foto: USFWS Endangered Species
As usinas nucleares, polêmicas e alvo dos ambientalistas, viraram uma forma de muleta para a sobrevivência dos peixes-boi na Flórida. Os mamíferos aquáticos aproveitam o escapamento de água quente que foi usada para resfriar a usina. O calor beneficia os grandes mamíferos que, no inverno, desde a década de 1990, não precisam mais nadar até o México atrás de águas mornas.
Para evitar a hipotermia, os mamíferos tornaram-se dependentes das usinas. O tempo frio enfraquece o sistema imunológico dos peixes-boi, causando uma série de problemas denominados Síndrome do "Estresse por Frio" (Cold Stress Syndrome - CSS), que pode até levar à morte dos animais. Peixes-boi de todos os gêneros e idades podem ser afetados pela síndrome.
Dentre os efeitos desta síndrome estão emagrecimento, esgotamento e atrofia da gordura armazenada pelo corpo, inflamação dos intestinos delgado e grosso e degeneração do músculo cardíaco.
Mudança nos padrões migratórios
O relatório da Comissão Americana de Mamíferos Marinhos, aponta que as usinas de energia da Flórida têm servido como refúgios de água quente para os peixes-boi e sido essenciais para sua sobrevivência durante o inverno nas últimas décadas. Cada usina abriga cerca de 500 animais.
De acordo com o professor Gregory Bossart, vice-presidente do Georgia Aquarium, "esta é uma situação difícil, que fez com que os peixes-boi alterassem seus habitats e padrões migratórios. Hoje, eles se habituaram a ir para as usinas ao invés de migrar para águas mais ao sul, aquecidas naturalmente pelo sol".
Segundo Robert Bond, pesquisador do Southeast Ecological Science Center, "é justamente a população de peixes-boi que depende das fontes artificiais de água quente que está em maior risco". Para ele, "todas as formas de aquecimento artificial da água não são uma fonte consistente em longo prazo".
Como não possuem a habilidade de se adaptar rapidamente a mudanças de temperatura da água, se esses "refúgios" criados pelas usinas fossem eliminados haveria alta mortalidade e alteração na distribuição dos animais, com o risco de comprometer a atual população de peixes-boi local - estimada em 6.000 indivíduos de acordo com a última contagem da Florida Fish and Wildlife Conservation Comission.

Fonte: http://www.oeco.org.br/reportagens/29269-usinas-nucleares-viciam-peixes-boi-da-florida

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Baleia jubarte presa em rede ganha a ajuda de pescadores no litoral de SP


Animal estava a cerca de 4 km da praia de Mongaguá.
Segundo biólogos, espécie migra para águas tropicais nesta época do ano.

Orion PiresDo G1 Santos
Baleia Jubarte foi vista por pescadores em Mongaguá, SP (Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)Baleia Jubarte foi vista por pescadores em Mongaguá, SP (Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)
Fios estavam enroscados em baleia (Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)Fios estavam enroscados em baleia
(Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)
Uma baleia jubarte apareceu, nesta segunda-feira (3), próximo a uma praia de Mongaguá, no litoral de São Paulo, e contou com a ajuda de seis pescadores para se livrar de um tipo de rede de pesca que estava enroscada no corpo dela.
Os pescadores estavam em três lanchas, a cerca de 4 km da praia quando avistaram a baleia. Eles perceberam que o animal estava se debatendo e encontraram uma espécie de rede enrolada no corpo dela. Dentro do barco e a uma distância segura, os pescadores conseguiram alcançar uma das partes da rede e começaram a puxar o fio. Em seguida, cortaram o material e arrastaram a rede para dentro da embarcação. Após a ajuda, a baleia jubarte voltou a nadar livremente e não foi mais vista pelos pescadores.
"Acho que é a terceira vez que eu vejo uma baleia por aqui, mas bem de pertinho foi a primeira. O mais legal foi que conseguimos ajudá-la. Ela tinha uma rede presa ao corpo e parece que pedia para alguém tirar, foi quando conseguimos encontrar o fio e cortar. Depois, ela ficou lá se exibindo para nós, como se agradecesse", relembra o pescador Cícero Barbosa que aproveitou para tirar uma foto com a gigante de cerca de 10 metros de comprimento.
Embora a presença de uma baleia chame a atenção, Andrea Maranho, bióloga e responsável pelo Instituto Gremar, que cuida da reabilitação de animais marinhos no litoral paulista, explica que a passagem das baleias pela costa brasileira é comum.
"É uma baleia jubarte. Durante o inverno, elas migram para águas tropicais e subtropicais até o Arquipélago de Abrolhos, na Bahia, para cuidar dos filhotes e namorar, passando pela nossa região. Como elas sobem a costa (sentido Nordeste) conseguimos avistar com mais facilidade", explica.
Até a Bahia
As jubartes podem pesar até 40 toneladas e se aproximam da costa nos meses de junho e julho, permanecendo até novembro e dezembro, quando retornam para as áreas de alimentação. De acordo com pesquisas do projeto Baleia Jubarte, que estuda o ciclo de vida da espécie no Brasil, o animal costuma se reproduzir ao longo da costa do Nordeste, no Banco dos Abrolhos, considerado o maior berço reprodutivo do Atlântico Sul.
Pescadores tiraram foto em alto mar com baleia de fundo (Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)Pescadores tiraram foto em alto mar com baleia de fundo (Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)
Pescadores ajudaram a tirar rede enroscado na baleia (Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)Pescadores ajudaram a tirar rede enroscado na baleia (Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)
Animal foi visto de perto por grupo de pescadores no litoral de SP (Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)Animal foi visto de perto por grupo de pescadores no litoral de SP (Foto: Cícero Barbosa / Arquivo Pessoal)
Fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2015/08/baleia-jubarte-presa-em-rede-ganha-ajuda-de-pescadores-no-litoral-de-sp.html

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Baleia vista em Puerto Madero, em Buenos Aires, provoca surpresa


Animal foi flagrado em fotos e vídeos por turistas e moradores.
Puerto Madero é um importante bairro turístico e gastronômico da cidade.

Do G1, em São Paulo
Turistas e moradores de Buenos Aires flagraram uma baleia no Rio da Prata, nesta segunda-feira (3), no bairro de Puerto Madero, importante região turística e gastronômica da capital argentina. Fotos e vídeos do animal começaram a circular nas redes sociais.
 Segundo relatos, a animal circulava perto dos barcos e iates na região do Dique 4. De acordo com o jornal "Clarín", a guarda costeira montou uma operação com barcos infláveis para tentar encontrar a baleia e encaminhá-la para longe das embarcações.
Baleia é vista em Puerto Madero, nesta segunda-feira (3)  (Foto: AFP Photo/Juan Mabromata)Baleia é vista em Puerto Madero, nesta segunda-feira (3) (Foto: AFP Photo/Juan Mabromata)
No início desta tarde, a guarda costeira argentina postou, em sua conta do Twitter, que trabalhava para "preservar a integridade do animal e a segurança da navegação na região", informação seguida da hashtag #BallenaEnPuertoMadero (Baleia em Puerto Madero).
Uma baleia perdida nada perto de barcos em Puerto Madero, bairro de Buenos Aires, na Argentina (Foto:  Natacha Pisarenko/AP)Uma baleia perdida nada perto de barcos em Puerto Madero, bairro de Buenos Aires, na Argentina (Foto: Natacha Pisarenko/AP)
Público se reúne para ver baleia em Puerto Madero, em Buenos Aires  (Foto: Reuters/Marcos Brindicci)Público se reúne para ver baleia em Puerto Madero, em Buenos Aires (Foto: Reuters/Marcos Brindicci)
 Fotos da baleia de Puerto Madero começaram a circular em redes sociais  (Foto: Reprodução/Twitter/Mauricio N. SALDIVAR)Fotos da baleia de Puerto Madero começaram a circular em redes sociais (Foto: Reprodução/Twitter/Mauricio N. SALDIVAR)
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/08/baleia-vista-em-puerto-madero-em-buenos-aires-provoca-surpresa.html