sexta-feira, 21 de junho de 2013

Matança de Botos-vermelhos



Amigos, estamos compartilhando o relato do Sr. Almino Goncalves de Albuquerque - Tapauá-AM:

"A NATUREZA ESTÁ EM LUTO! FAVOR LEIAM ATÉ O FINAL!

ONTEM, DIA 20 DE JUNHO,SAIMOS DA CIDADE DE TAPAUÁ PARA FAZER UMA VIAGEM ADMINISTRATIVA ATÉ A FOZ DO TAPAUÁ E A COMUNIDADE CAMARUÃ PARA ENTREGARMOS, A POPULAÇÃO LOCAL, 02 (DOIS) POÇOS ARTESIANOS RECÉM CONSTRUÍDOS. SAÍMOS POR VOLTA DE 11 HORAS DA MANHÃ. ESTAVAM NA MINHA COMITIVA MEU SECRETÁRIO PARTICULAR JÚNIOR REIS, O OFICIAL DE JUSTIÇA JAMIM MANGABEIRA, O FOTÓGRAFO PROFISSIONAL EDIMAR BARROS, UM AGENTE DA POLÍCIA CIVIL E UM POLICIAL MILITAR QUE FORAM INCUBIDOS PELO JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE TAPAUÁ, DR. ADNAID ABRANTES DE SOUZA TAVARES E O PROMOTOR DE JUSTIÇA DA COMARCA DE TAPAUÁ, DR. ÁLVARO GRANJA PARA ENTREGAR NAS COMUNIDADES RIBEIRINHAS UMA PORTARIA DO JUIZ DE DIREITO DA COMARCA E UMA RECOMENDAÇÃO DO PROMOTOR DE JUSTIÇA PARA COIBIR A PESCA PREDATÓRIA NO MUNICÍPIO DE TAPAUÁ, QUE TODOS OS ANOS PREJUDICA A POPULAÇÃO RIBEIRINHA DO MUNICÍPIO DE TAPAUÁ. QUANDO PASSAMOS NA COMUNIDADE QUATI PRESENCIAMOS 02 (DOIS) BARCOS PESQUEIROS EM ATIVIDADES SUSPEITA FOMOS ATÉ A COMUNIDADE ARIMÃ, ONDE DEIXAMOS 04 (QUATRO) PESSOAS E VOLTAMOS PARA A COMUNIDADE COATI, JÁ A NOITE. QUANDO CHEGAMOS NO LOCAL ONDE OS BARCOS SUPEITOS ESTAVAM ANCORADOS NÃO ENCONTRAMOS NENHUMA PESSOA POIS ELES EVADIRAM-SE DO LOCAL EM UMA DESLIZADEIRA, SEGUNDO INFORMAÇAO DE UM RIBEIRINHO.
NO BARCO MONTE SINAI QUE É DE PROPRIEDADE DO SENHOR CONHECIDO COMO CRISTÓVÃO FÉLIX ENCONTRADOS APROXIMADAMENTE 20 BOTOS DA ESPÉCIE TUCUXI, TODOS ESQUATEJADOS. A CARNE DO BOTO SERVE DE ISCA PARA CAPTURAR MILHARES DE PEIXES EM REDES APROPIADAS. VOLTAMOS A TAPAUÁ TRAZENDO UM DOS BARCOS APREENDIDOS PELOS POLICIAIS E OFICIAL DE JUSTIÇA DA COMARCA DE TAPAUÁ.

LAMENTAÇÃO

NOS ÚLTIMOS 04 (QUATRO), TAPAUÁ FOI ADMINISTRADOS POR PREFEITOS QUE NÃO TINHAM PREOCUPAÇÃO COM O POVO RIBEIRINHO, QUE POR QUATRO ANOS FICARAM A MERCÊ DA MISERICÓRDIA DE DEUS. O QUE NOS CAUSA ESTRANHESA QUE OS ÓRGÃOS AMBIENTAIS FAZEM OUVIDO DE MERCADOR PARA ESTES CRIMES QUE PREJUDICAM A NATUREZA E MAIS, AINDA, O POVO RIBEIRINHO DO NOSSO MUNICÍPIO FOI PRECISO QUE O PREFEITO E ALGUNS VEREADORES FAÇAM O QUE DE COMPETÊNCIA DOS ORGÃOS AMBIENTAIS, FEDERAL E ESTADUAL. VOU, PESSOALMENTE, CONVERSAR COM O GOVERNADOR OMAR AZIZ PARA DAR CONHECIMENTO DESTE FATO LAMENTÁVEL. TENHO ABSOLUTA CERTEZA QUE O NOSSO GOVERNADOR, ALÉM DE NÃO TER CONHECIMENTO DOS FATOS, OCORRIDOS NO MUNICÍPIO DE TAPAUÁ NOS ÚLTIMOS QUATRO ANOS, TOMARÁ, IMEDIATAMENTE, MEDIDAS PARA COIBIR ESTES ATOS CRIMINOSOS CONTRA O MEIO AMBIENTE QUE LEVOU AS LÁGRIMAS ALGUNS INTEGRANTE DA NOSSA EQUIPE.



PERIGOS QUE ENCONTRAMOS NA PRIMEIRA ABORDAGEM QUE FIZEMOS

AO CHEGARMOS À COMUNIDADE FOZ DO JACARÉ PARA ENTREGAR A PORTARIA DO JUIZ E A RECOMENDAÇÃO DO PROMOTOR E FOMOS RECEBIDOS POR UM PESCADOR DE OUTRO MUNICÍPIO QUE ESTAVA PORTANDO UMA ESPINGARDA NA MÃO ESQUERDA E COM O CARTUCHO PRONTO PARA COLOCAR NA REFERIDA ESPINGARDA, ESTA ARMA FOI APREENDIDA PELOS POLICIAIS QUE ESTAVAM NA MINHA COMINITIVA, PEÇO AOS MEUS AMIGOS DO FACE QUE COMPARTILHEM ESTE TEXTO, ILUSTRADO COM FOTOGRAFIAS COM OS SEUS AMIGOS DO FACE, AGINDO ASSIM, VOCÊS ESTÃO COLABORANDO PARA BOTAR UM PONTO FINAL A ESTE CRIME CORRIQUEIRO NO MUNICÍPIO DE TAPAUÁ. QUERO DAR CIÊNCIA A TODAS AS PESSOAS QUE VIEREM A LER ESTA POSTAGEM QUE VAMOS CONTINUAR COMBATENDO ESTE TIPO DE CRIME. AMANHÃ VOLTAREMOS SE CASO OCORREREM NOVOS FATOS. ESTAMOS NESSE MOMENTO VOLTANDO PARA A COMUNIDADE FOZ DO TAPAUÁ TOMANDO TODAS AS MEDIDAS QUE FOREM NECESSÁRIAS PARA QUE OS ANIMAIS NÃO VENHAM MAIS A SER VÍTIMA DA PESCA CRIMINOSA., FIQUEM TODOS NA PAZ DO ARQUITETO DO UNIVERSO. PEÇO ORAÇÕES DE TODOS OS MEUS AMIGOS DO FACE E DOS AMIGOS DOS MEUS AMIGOS PARA QUE POSSAMOS VIA REDES SOCIAIS COLABORAR COM O MEIO AMBIENTE. QUERO DAR CONHECIMENTOS A TODOS QUE NÃO VAMOS NOS CURVAR E NEM TEMER PREDADORES DO NOSSSO MUNICÍPIO OU DE OUTROS MUNICIPIOS, E TOMAREMOS TODAS AS MEDIDAS QUE FOREM PRECISO PARA QUE A PAZ, QUE É O SIMBOLO DO NOSSA MUNICÍPIO, TAMBEM, POSSAM A CHEGAR A TODAS AS ESPÉCIE DA FLORA E FAUNA, QUE FOI CRIADA POR DEUS, E NÃO PODDE SER DESTRUIDA POR PESSOAS INESCRUPULOSAS QUE NÃO PENSAM NO FUTURO DOS SEUS FILHOS, NETO E BISNETOS. UM ABRAÇO DE TAMANDUÁ A TODOS OS MEUS AMIGOS DO FACE"

Na realidade os animais da fotos são botos-vermelhos, e não tucuxis como informado no relato.


Fonte: Página do Peixe-Boi AMPA - https://www.facebook.com/photo.php?fbid=613556892001731&set=a.508584942498927.122918.508583365832418&type=1&theater

Demanda por marfim está desestabilizando a África Central


35.000 por ano são elefantes caçados por seu marfim. Crédito: @NonprofitOrgs
O massacre de elefantes esta se tornando mais do que um problema para os ativistas dos direitos dos animais. Ele agora diz respeito a instituições e governos internacionais nos seus mais altos níveis de poder, porque é percebido como uma ameaça à estabilidade política e econômica da África central.

No mês passado, o assunto chamou a atenção do Banco Africano de Desenvolvimento em Marrakesh, em uma assembleia anual que contou com a presença de ministros das finanças africanos. O presidente do banco, o economista ruandês Donald Kaberuka, apresentou um plano de ação global para resolver o problema em parceria com a ONG WWW (World Wildlife Fund).

"Este não é apenas um problema ambiental", segundo a chamada Declaração de Marrakesh, emitida pelo banco. "A violência e os danos agora ameaçam a paz e o Estado de direito, bem como as receitas que muitos países africanos auferem de turismo e outros usos da vida selvagem; algumas das comunidades mais pobres e vulneráveis sofrem... O tráfico de fauna frustra os esforços dos governos para impedir outros comércios ilícitos, como armas e drogas. Ele alimenta o crime organizado e a corrupção, e compromete a segurança regional".

Kaberuka pediu aos ministros das finanças presentes na reunião para reforçar os controles de alfândega como um primeiro passo, pois, segundo ele, seriam fundamentais para desmantelar as redes de contrabando.

O assunto também chegou à ONU. No mês passado, o secretário-geral da ONU apresentou um relatório ao Conselho de Segurança expressando preocupação sobre as ligações entre a caça ilegal e as "redes criminosas ou mesmo terroristas que ameaçam a estabilidade da África central". Entre os países mais vulneráveis foi citado Camarões, que implantou patrulhas do exército em seus parques nacionais do Norte, além de República Central Africana, Chade e Gabão.

Massacre e comércio

Elefante morto pelo marfim de suas presas. Crédito: Greenwich Photography
"O tráfico de marfim é um monstro de duas cabeças. Perseguir os caçadores não será suficiente se, ao mesmo tempo, nós não lidarmos com os países que facilitam este comércio"
O relatório afirma que "o comércio ilegal de marfim pode ser, hoje, uma importante fonte de financiamento para os grupos armados", citando o exemplo do Exército de Resistência do Senhor (Lord’s Resistance Army). O documento também colocou a preocupação com as armas cada vez mais sofisticadas e poderosas nas mãos dos caçadores ilegais, algumas dos quais podem ser provenientes do colapso político da Líbia.

O plano proposto pelo Banco Africano de Desenvolvimento em Marrakesh recomenda fortalecer e aumentar os recursos das patrulhas especializadas na repressão da caça ilegal, monitorando a aplicação rigorosa das leis e aumentando as penas impostas aos traficantes.

Essas não são ideias novas. Tanto o diagnóstico e a cura são conhecidos há muitos anos. Um plano de ação para os elefantes africanos foi adotado em 2010, com 600 mil dólares providos por China, França, Alemanha, Holanda e África do Sul. "Agora precisamos de um compromisso no mais alto nível dos governos, que nos capacitaria a enfrentar esta crise", disse Jim Leape, diretor-geral do secretariado internacional da WWF.

Cerca de 30 mil elefantes foram mortos em 2011, cerca de 8% da população total de elefantes na África, e o número está aumento ano a ano desde 2006. Os níveis atuais são os mais altos desde a moratória de 1989 do comércio de marfim.

O Gabão sozinho perdeu 60% de sua população de elefantes na última década e já tomou medidas. Em Marrakesh, o presidente do país, Ali Bongo Ondimba, propôs a criação de uma força-tarefa de emergência que poderia intervir assim que qualquer caça ilegal em larga escala fosse detectada em um dos países. Em meados de maio, o Gabão enviou forças à República Centro-Africana para ajudar a defender o parque nacional Dzanga-Sangha, após um ataque contra os elefantes de lá.

"É importante intervir antes que a situação saia de controle. Caso contrário, sabemos que há um grande risco de entrar numa espiral que acabará por produzir uma nova zona de conflito", disse Lee White, secretário-executivo da Agência Nacional de Parques do Gabão.

O Gabão também sugeriu uma maior cooperação para treinamento de pessoal entre as várias agências nacionais de proteção animal, e fornecer "eco-guardas" aos países mais fracos.

O presidente do Gabão pediu a criação de um fundo de apoio para as viúvas e os órfãos desses guardas. "O tráfico tem se tornado cada vez mais violento e os traficantes não hesitam em atirar contra qualquer guarda-parque que cruze o seu caminho”, disse White, que estima o custo total dessas ações em 15 milhões de dólares por ano.

Ondimba está trabalhando para melhorar a cooperação internacional na luta contra o tráfico de animais selvagens. Ele anunciou o plano de ação em um esforço para estimular o progresso sobre o assunto na próxima assembleia nacional anual da ONU, em setembro. Entretanto, como colocou Leape, do WWF: "O tráfico de marfim é um monstro de duas cabeças. Perseguir os caçadores não será suficiente se, ao mesmo tempo, nós não lidarmos com os países que facilitam este comércio".

Fonte: http://www.oeco.org.br/guardian-environment-network/27288-demanda-por-marfim-esta-desestabilizando-a-africa-central

Avistada primeira baleia negra em 60 anos


  
Montreal - Uma baleia negra do Pacífico Norte, um dos animais mais ameaçados de extinção do mundo, foi avistada nos últimos dias pela primeira vez em mais de 60 anos na costa ocidental do Canadá, anunciou quinta-feira o Ministério de Pesca e Oceanos.

Um navio da guarda-costeira canadiana que cruzava as Ilhas da Rainha Carlota, na fronteira com o estado americano do Alasca, pôde observar o animal em várias ocasiões.

"Quando percebemos o que estávamos vendo, não podíamos acreditar", declarou num comunicado James Pilkington, biólogo do ministério a bordo do navio.

A baleia negra foi vista em águas canadianas apenas seis vezes durante o século XX, a última há sessenta anos. A espécie é considerada uma das mais ameaçadas do planeta.

        
Esta baleia de pele negra e mandíbula curva pode medir até 17 metros e pesar 90 toneladas.


Durante o século XIX foi capturada intensivamente até que nos anos 1960 sua pesca foi declarada ilegal.
Calcula-se que restem entre 300 e 400 espécimes no Canadá, Alasca e Mar de Behring.


quarta-feira, 19 de junho de 2013

Os 3 melhores destinos de trekking da América Latina

O trekking, quando praticado com constância e moderação, traz grandes benefícios para a saúde. Ele previne doenças cardíacas, reforça o sistema imunológico e é uma forma agradável de queimar calorias, além de estimular o convívio com a família, os amigos e grupos de adeptos da atividade física ao ar livre.
A América Latina oferece várias opções para quem gosta de longas caminhadas em contato com a natureza. Os exemplos citados neste artigo combinam paisagens de sonho com trilhas de diferentes níveis de dificuldade.
Serra do Mar, Brasil
Alguns dos melhores locais para a prática de trekking ficam na Serra do Mar, cadeia montanhosa que se estende por 1.500 quilômetros, do estado do Espírito Santo até o sul de Santa Catarina. Ela inclui diferentes formações, como a Serra da Bocaína, a Serra de Paranapiacaba e a Serra dos Órgãos, além de trechos costeiros, como os de Ilha Bela e Ilha Anchieta.
A Serra do Mar abrange diversos ecossistemas e áreas de preservação com remanescentes da Mata Atlântica. Em vários trechos, é possível praticar atividades como montanhismo, caminhadas e observação de pássaros.
Um bom começo é o Caminho do Ouro, que começa em Magé, no Rio de Janeiro, e passa por Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, e termina no município de Casemiro de Abreu. A rota oferece diversas atrações interessantes, como a Área de Proteção Ambiental (APA) de Petrópolis, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o Parque Estadual dos Três Picos, APA de Macaé de Cima, diversas comunidades e Reservas do Patrimônio Natural.
Esta rota foi consolidada a partir de um trabalho minucioso, que incluiu levantamentos das características de diversos locais, com ênfase nas antigas trilhas já existentes e sua interconexão com as novas vias; estudos de impacto sobre a biodiversidade; censo das comunidades tradicionais e disponibilidade de infraestrutura de apoio ao turista, como campings e pousadas.
Chaparrí, Peru
No norte do país, localiza-se a reserva de Chaparrí, a 75 quilômetros da cidade de Chiclayo. Este paraíso peruano lançou há alguns dias uma trilha de trekking com lhamas, uma oportunidade de contato com este animal típico da região. A iniciativa tem o intuito de promover a conservação da espécie, típica da cultura local desde a civilização inca.
Uma das trilhas compreende um trajeto de sete a oito horas de caminhada, e tem como principais atrações o visual do Cerro Chaparrí e a observação de espécies endêmicas ameaçadas. Quem quiser ampliar a experiência ainda pode pernoitar em um EcoLodge.
El Chaltén, Argentina
Localizada no oeste da província de Santa Cruz, El Chaltén é conhecida como a Capital Nacional do Trekking. A maioria de suas belas trilhas podem ser percorridas sem guia.
A primeira parada é Chorrillo del Salto, um local que combina diversos tipos de vegetação  junto com o som de riachos e cachoeiras. A única dificuldade da trilha, que leva cerca de 40 minutos para ser percorrida, é um desnível de cerca de 40 metros. O último trecho termina em uma cachoeira de 14 metros,  admirada por um frondoso bosque.
Outro ponto de destaque é Laguna Torre, uma trilha fácil, ideal para um contato mais prolongado com a natureza, de três ou quatro horas de duração, cuja grande atração são as belas árvores da flora antártica.
O ponto alto é uma vista panorâmica dos picos nevados e do Glaciar Grande. A trilha tem vários pontos de contato com o rio Fitz Roy, que em alguns trechos, pode ser atravessado. O lago ao final do passeio recompensa o andarilho com uma espetacular paisagem patagônica.
Outra opção de El Chaltén é Laguna de los Três, uma trilha mais avançada para trekkers experientes. Tem vários pontos em comum com a trilha de Laguna Torre, sempre com a bela visão do Fitz Roy ao fundo.
A trilha inclui uma ponte pênsil sobre o rio Blanco, seguida por uma descida bastante íngreme que desemboca na bela Laguna de los Tres. Seguindo a trilha, os trekkers encontram a Laguna Sucia, que paradoxalmente, impressiona por suas belas águas azul-turquesas e geleiras.
As informações são da Discovery Brasil

Extinção de aves reduz tamanho de semente de palmito



por Caio Albuquerque, da Agência USP
n78 300x164 Extinção de aves reduz tamanho de semente de palmito
Os tucanos são importantes dispersores na Mata Atlântica
Um grupo de cientistas estudou detalhadamente a ecologia da palmeira conhecida como palmito juçara (Euterpe edulis) em 22 áreas na mata atlântica. Os pesquisadores notaram que em locais onde os tucanos haviam sido extintos há mais de 50 anos pela caça ou desmatamento, as palmeiras juçaras produziam frutos pequenos, enquanto em florestas conservadas, ainda com as aves, as palmeiras possuíam frutos de tamanhos mais variados, pequenos e grandes. O professor Pedro Brancalion, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, integrou a equipe da pesquisa, liderada por Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro. O resultado do trabalho foi publicado na última edição de maio da revista Science.
“Como consequência da redução da cobertura florestal e da caça, perdemos dispersores de sementes de maior porte, sejam eles aves ou mamíferos, por serem mais sensíveis à degradação e também mais caçados pelo homem”, comenta Brancalion. Se os grandes dispersores somem das matas, sobram as aves e animais de menor porte, que não conseguem dispersar plantas com sementes grandes. “Na falta desses animais, as sementes das plantas que dependem de animais dispersores se concentram próximas à planta mãe, prejudicando a regeneração da espécie”.
O palmito juçara é bem conhecido por produzir o palmito, muito consumido na culinária brasileira e por isso hoje ameaçado de extinção. Na Mata Atlântica, o juçara é uma importante fonte alimentar para mais de 50 espécies de aves, como papagaios, sabiás, jacús, arapongas e tucanos. “Muitas aves grandes que consomem frutos são caçadas ou não sobrevivem ao desmatamento e a redução da floresta” relata Mauro Galetti.
Segundo Brancalion, se a mata não tem mais esse tipo de animal perde-se o principal dispersor dos frutos maiores, o que pode comprometer a perpetuação da espécie. “Isso resultou numa mudança genética dessas populações ao longo dos mais de cem anos de fragmentação e defaunação da Mata Atlântica, fazendo com que hoje populações de juçara em matas sem tucanos produzam sementes menores”, observa.
Coleta
O professor contribuiu com a coleta de sementes em campo e, além disso, buscou entender quais as consequências da redução do tamanho da semente para a planta. “Foram avaliadas as consequências ecológicas associadas à variação do tamanho da semente na espécie”, conta. “Então observou-se que, com a redução do tamanho, a semente fica mais vulnerável à perda d’água e corre mais riscos de morrer”.
A semente do juçara tem naturalmente alto teor de água e, se perder muito o líquido, morre rapidamente. “Da mesma forma como muitas outras espécies de florestas tropicais úmidas, as sementes de juçara não toleram a perda intensa de água, pois são adaptadas a ambientes com solo úmido o ano todo ou, pelo menos, na época de dispersão das sementes”, afirma Brancalion. “Sementes menores apresentam maior superfície de exposição, o que aumenta a intensidade de perda d’água em ambientes secos. Como as sementes de juçara são dispersas principalmente entre os meses de março a junho, período em que se inicia a estação seca, as sementes menores ficam mais vulneráveis”.
De acordo com o professor, “no cenário atual das mudanças climáticas globais, no qual tem-se observado um aumento na intensidade e duração de períodos secos em florestas tropicais úmidas, as sementes menores de juçara tendem a ficar ainda mais vulneráveis, prejudicando a perpetuação da espécie em matas sem grandes dispersores como os tucanos”.
O link para o artigo é http://www.sciencemag.org/content/340/6136/1086.full?sid=dd1b377f-2745-4998-9814-ae3dc140fddc. Além de Mauro Galetti e Pedro Brancalion, participaram da pesquisa Roger Guevara, do Instituto de Ecologia (Rede de Biologia Evolutiva), no México, Marina Côrtes, Milton Ribeiro, Abraão Leite, Fábio Labecca e Thiago Ribeiro, da Unesp, Rodrigo Fadini, da Universidade Federal do Oeste do Pará, Sandro Von Matter, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Carolina Carvalho e Rosane Collevatti, da Universidade Federal de Goiás, Mathias Pires e Paulo Guimarães Junior, do Instituto de Biociências (IB) da USP, e Pedro Jordano, da Estação Biológica de Doñana (Espanha).
* Publicado originalmente no site Agência USP.
(Agência USP) 

Fonte: http://envolverde.com.br/noticias/extincao-de-aves-reduz-tamanho-de-semente-de-palmito/

terça-feira, 18 de junho de 2013

Turistas fotografam golfinho encalhado e causam revolta na China

Golfinho encalhado não foi socorrido e sua morte causou comoção no país

Turistas preferiram tirar fotos ao lado do animal em vez de procurar ajuda Foto: CNN / Reprodução
Turistas preferiram tirar fotos ao lado do animal em vez de procurar ajuda
Foto: CNN / Reprodução
Um golfinho que encalhou em uma praia na China morreu depois que um grupo de turistas preferiu fazer fotografias do animal ao invés de socorrê-lo, uma atitude que provocou muitas críticas entre os internautas chineses.
Nas imagens divulgadas na internet, é possível observar um grupo de turistas levantando o golfinho, que encalhou em uma praia da ilha meridional de Hainan.
O golfinho, que possivelmente havia sido ferido por um barco, morreu pouco depois de hemorragia, informou o jornal Shanghai Daily.
Vários internautas criticaram a atitude dos turistas, que preferiram posar ao lado do animal ao invés de procurar ajuda.
"Quando se perde todo respeito pela vida, como podemos estar orgulhosos da China?", questiona um usuário do Sina Weibo, o maior serviço chinês de microblogs.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Orca whale snatches fisherman’s catch in video

Talk about a fish story: One angler has a killer whale of a tale to tell after an orca whale snatched a halibut right off his line for a meal, as captured on video.


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