quarta-feira, 20 de maio de 2015

Aquários japoneses dizem que vão parar de adquirir golfinhos.


Postado por The brasil leaks quarta-feira, 20 de maio de 2015
Aquários do Japão prometeram nesta quarta-feira a pararem de adquirir golfinhos capturados durante uma caça sangrenta do qual ocorre em Taiji no Japão e, que foi retratada no documentário premiado com o Oscar, "The Cove", causando uma verdadeira indignação global.


A iniciativa da Associação Japonesa de Zoológicos e Aquários (JAZA), segue uma decisão desde o mês passado, baseado pelo grupo suíço, WAZA (Associação Mundial de Zoológicos e Aquários), de suspender membros da organização japonesa caso esta aquisição continue.

A WAZA caracteriza a caça em Taiji no Japão, sendo, como totalmente cruel, e, decidiu que nenhum dos seus membros, deve adquirir golfinhos de tal maneira.

Nesta caçada cruel, os golfinhos são encurralados em uma enseada e assassinados pelos pescadores á fim de venderem as suas carnes. Os mais bonitos são vendidos a aquários (cativeiros) ao redor do mundo.

Em uma carta enviada a WAZA, o grupo japonês do qual se dispõe de 89 zoológicos e 63 aquários, disse, que vai respeitar a decisão da WAZA.

"É de nosso desejo, da JAZA (Associação Japonesa de Zoológicos e Aquários) permanecermos como membro da WAZA (Associação Mundial de Zoológicos e Aquários)," relatou: 'Kazutoshi Arai' em uma carta dirigida ao Presidente 'Lee Ehmke' da WAZA.

A campanha contra a caça em Taiji no Japão já atraiu diversas estrelas de Hollywood, bem como o grupo ativista e anti-caça as baleias: A Sea Shepherd.

Esta mais recente decisão foi também, muito bem acolhida por grupos dos direitos dos animais.

"Esta importante decisão, marca o começo do fim da caça de golfinhos no Japão", disse 'Sarah Lucas', CEO da 'Australia for Dolphins'

Autoridades e pescadores da pequena vila de pescadores na região central do Japão, Taiji, têm defendido a caça como uma mera tradição, dizendo que comer carne de golfinhos não é diferente de comer carne ou frango.

A verdade é, que, comer golfinhos é uma iguaria. A maioria dos japoneses nunca experimentaram. Muitos japoneses estão horrorizados com a matança de golfinhos, e já se juntaram à campanha contra a caça em Taiji no Japão.

O documentário "The Cove" - "A Enseada", do qual mostra as atrocidades ocorridas com os golfinhos em Taiji no Japão, foi ganhador do Oscar em 2009. O documentário foi dirigido pelo veterano ativista de golfinhos 'Ric O'Barry', e, que também, já treinou golfinhos para a década de 1960  para a série de TV "Flipper", isso, antes de Ric tomar a decisão de dedicar-se a sua vida à fim de proteger os mamíferos e mantê-los vivos na natureza.

Grupos como a 'Australia for Dolphins' argumentam que a carne de golfinho não fornece incentivo monetário suficiente para manter os caçadores, do contrário, já os golfinhos vendidos para aquários marinhos, geram milhares de dólares.

A WAZA ainda não se pronunciou sobre um pedido de comentário.

CTV NEWS 20-05-2015

Redação/Edição/Tradução: The Brasil Leaks

Fonte: http://www.thebrasilleaks.com/2015/05/aquarios-japoneses-dizem-que-vao-parar-de-adquirir-golfinhos.html

Lobo-guará é capturado em farmácia no Centro de Varginha, MG


Animal foi visto no estacionamento do local por moradores nesta terça (19).
Lobo foi levado para a base dos Bombeiros após passar por veterinário.

Do G1 Sul de Minas
Um lobo-guará foi capturado na manhã desta terça-feira (19) no estacionamento de uma farmácia em Varginha (MG). Ele foi visto por moradores no Centro da cidade, por volta das 5h, que acionaram o Corpo de Bombeiros. A equipe usou uma espécie de enforcador para capturar o animal, que foi levado para a base dos Bombeiros.
Com um instrumento conhecido como cambão, os bombeiros conseguiram capturar o lobo por volta das 6h. Pessoas que passavam pelo local se espantaram com a presença do animal. Três soldados participaram da captura.
"A gente levou uma caixa de madeira para colocar o animal, mas quando nos deparamos com um animal de grande porte, levamos uma carrocinha que a gente tem com uma gaiola, e conseguimos capturar ele através de um cambão, utilizamos uma rede também, caso o animal estivesse agressivo, e colocamos nessa caixa apropriada", contou o sargento dos bombeiros, Luiz Pereira Sarto.
Lobo-guará é capturado no Centro de Varginha, em estacionamento de drogaria (Foto: Reprodução EPTV)Lobo-guará é capturado no Centro de Varginha, em estacionamento de drogaria (Foto: Reprodução EPTV)
O animal passou pelo Zoológico de Varginha para ser avaliado por um veterinário. "Esse animal já teve contato com a civilização, com a cidade, [então] a soltura fica comprometida porque você está soltando um animal em um local onde você não sabe a densidade populacional e pode alterar de forma negativa. É um animal que pode levar doenças pra onde a gente vai soltar, então provavelmente o animal fica aqui no zoológico", explica o diretor do local, o veterinário Marcos Mina.
Na sede do Corpo de Bombeiros, o lobo-guará virou atração. A manhã foi de fotos e visitas ao animal. Foi a primeira vez que Caio Carvalho, de 7 anos, viu um lobo tão de pertinho. "Muito bravo [o lobo]", comentou o menino.
Outros animais
Na tarde da segunda-feira (18), o Corpo de Bombeiros também capturou um gambá e um gavião em Varginha. O gambá estava dentro de uma loja de móveis na Avenida Francisco Navarra. Ele foi capturado e solto em seguida. Já o gavião carcará foi encontrado caído em uma rua do bairro Nossa Senhora das Graças. Como ele estava ferido, a ave foi encaminhada para o zoológico da cidade.

Fonte: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2015/05/lobo-guara-e-capturado-em-farmacia-no-centro-de-varginha-mg.html

terça-feira, 19 de maio de 2015

Prorrogado o prazo para fim da pesca de animais ameaçados

((o))eco - 18/05/15

19052015-garoupa-verdadeiraEpinephelus marginatus, conhecida como garoupa-verdadeira, foi uma das 475 espécies ameaçadas que ficaram protegidas pela Portaria 445/2014. Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons
Passou despercebida a publicação da Portaria nº 98/2015 que prorroga em 6 meses o prazo para entrada em vigor da polêmica Portaria nº 445/2014, que proibiu a captura, o transporte, o manejo, armazenamento e comercialização de 475 peixes ameaçados de extinção no país. A proibição, que deveria começar a valer a partir de junho, teve seu início adiado em razão de uma negociação entre os Ministérios da Pesca e o do Meio Ambiente.
A portaria 445 busca proteger de modo integral as espécies classificadas como Extinta na Natureza (EW), Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU) (Entenda a diferença de classificação da lista vermelha). No entanto, há uma brecha que permite a exploração comercial de espécies classificadas como Vulnerável: ela poderá ocorrer para espécies que contem com planos de ordenamento pesqueiro.
Unidos contra
O impacto da medida sob a pesca comercial fez os pescadores industriais se organizarem. Em janeiro, um protesto orquestrado pelo Sindicato dos Armadores e das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) bloqueou o acesso o rio Itajaí-Açu, em Santa Catarina. Mais de 250 embarcações participaram do ato, que durou 30 horas.
A mobilização deu certo e os manifestantes só dispersaram após o Ministro da Pesca assumir o compromisso de criar um grupo interministerial para analisar a portaria. Representantes dos pescadores industriais foram chamados para compor o grupo. Ambientalistas pró-lista vermelha não.
Os pescadores fizeram pressão para que a portaria fosse enterrada. Com a formalização do adiamento da proibição no dia 29 de abril, sabe-se que pelo menos os apelos para prorrogação do prazo foram ouvidos.

Fonte: http://www.oeco.org.br/salada-verde/29132-prorrogado-o-prazo-para-fim-da-pesca-de-animais-ameacados

Baby Beluga Whale Born In Georgia Aquarium On Mother's Day

by Morenike Adebayo

photo credit: Georgia Aquarium on Twitter
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Already the world’s largest aquarium with over 100,000 animals from around the world,Georgia Aquarium welcomed a new addition to their beluga whale family last week – befittingly born on Mother's Day (May 10).
Squirming into the world, the wee white whale measured in at 59 inches (1.5 meters) and weighed 126 pounds (57 kilograms). According to the American Cetacean Society, newborns typically weigh 110-130 pounds (50-60 kilograms), so she falls perfectly into the healthy weight category. As an adult, she could grow to between 13 to 17 feet (4 to 5 meters) and weigh between 2,000 to 3,000 pounds (907 to 1,360 kilograms)
"We couldn't be happier, as Mother's Day took on a new and special significance here at Georgia Aquarium!" the institution announced on its blog on Monday.
GIF composed from YouTube video by IFLScience
Beluga whales have a long gestation period, varying between nine and 18 months. As the mother, named Maris, is likely to only give birth to a single calf every three years, the marvelous birthing scene was broadcast via webcam to audiences worldwide.
The mother swam unaided for over three hours of labor while a tiny tail emerged slowly from her. Several divers plunged into the water to support the mother with the birth in case of any complications. So as not to disturb the mother during the birthing process, poolside veterinarians and animal trainers were instructed to remain quiet and calm. But, thankfully, the as-yet-unnamed baby beluga was born without human assistance. "Some people went airborne" with excitement, said Eric Gaglione, director of zoological operations, speaking toThe Atlanta Journal-Constitution.
With beluga calf whale births a rarity in captivity and Maris’s last calf dying after less than a week alive, Maris has been under 24-hour watch by experts since last March.
"While there are many milestones within the first year that this baby beluga girl must surpass to ensure its survival, the team is hopeful for a successful outcome," Georgia Aquarium wrote in its statement.
And if you’ve ever wanted to see a beluga whale give birth, check out this video from the Georgia Aquarium.


Fonte: http://www.iflscience.com/plants-and-animals/baby-beluga-whale-born-georgia-aquarium-mothers-day

O Projeto Cetáceos da Costa Azul em prol da conservação marinha


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Por Rodrigo H. Tar din, Israel Sá Maciel, Thamires Mello- Neto, Sheila M. Simão e Mar ia Alice S. Alves - fotos Rodrigo H. Tardin
A costa brasileira possui cerca de 10.800km de extensão. A ocupação humana em áreas costeiras tem aumentado exponencialmente e como consequência diversos produtos resultantes das atividades humanas acabam tendo o mar como destino final.
Tal interação pode mexer com todo ecossistema marinho, alterando níveis de salinidade, oxigênio, temperatura da água, dentre outros. Por modificar a propriedades físicas da água, ocorre uma alteração também em toda a fauna marinha, desde invertebrados como as estrelas-do-mar aos vertebrados de grande porte como as baleias. As baleias e os golfinhos, mamíferos aquáticos da classe Cetacea, são animais carismáticos que têm enfrentado cada vez mais os impactos gerados pelas atividades humanas.
A maioria das espécies de cetáceos é considerada chave para o ecossistema marinho, porque o seu desaparecimento pode levar a um desequilíbrio ambiental e consequente ao desaparecimento de outras espécies desse ambiente. Além disso, por serem carismáticas, são consideradas espécies guarda- chuva, já que a sua conservação pode beneficiar outras espécies e muitas vezes o ecossistema onde ocorrem. Entretanto, o número de casos de baleias e golfinhos encontrados mortos por redes de pesca ou atingidos por embarcações têm aumentado ao redor do mundo.
A crescente busca por recursos marinhos tem colocado em perigo diversas espécies de cetáceos que se são capturados acidentalmente nos artefatos de pesca, como a toninha (Pontoporia blainvillei) na costa brasileira e os golfinhos pintados pan-tropicais, Stenella attenuatta, no Peru.
A pesca intensiva de décadas tem levado à redução dos recursos pesqueiros e,consequentemente, muitos pescadores estão migrando para o turismo náutico como atividade principal. Como resultado, há um crescente númerode embarcações no mar, o que resulta em aumento na interação desta com os cetáceos, o que muitas vezes ocorre de forma não-regulada e afeta direta e indiretamente baleias e golfinhos.
Dentre as principais consequências diretas das interações entre embarcações e cetáceos estão osatropelamentos (comumente reportados entre barcos de grande porte) e as mutilações. As consequências indiretas são mais difíceis de serem mensuradas, mas, em geral, envolvem a perda do hábitat adequado para a vida dessas espécies. Essa perda do habitat pode ocorrer devido ao excesso de poluição sonora no ambiente aquático, má qualidade da água ou estresse causado pelas embarcações, ocasionando, por exemplo, o deslocamento desses animais no ambiente.
Em lugares de águas cristalinas e belas praias, que também servem de moradia para baleias e golfinhos, a interação com embarcações pode ocorrer mais intensamente, devido ao grande número de visitantes e à fácil visualização desses animais. Esse é o caso da costa de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios, localizados na porção leste do estado do Rio de Janeiro. Essa região é considerada de elevada importância biológica, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente, principalmente por ser uma região de alta produtividade, resultante do fenômeno conhecido como ressurgência.
De modo a monitorar a sobreposição das áreas usadas pelos cetáceos na região com as áreas utilizadas pelas embarcações de turismo e mergulho, o Laboratório de Bioacústica e Ecologia de táceos (UFRuralRJ) em parceria com o Laboratório de Ecologia de Aves (Depto. de Ecologia, UERJ), Instituto Biomas e a Duke University (EUA), patrocinados pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, têm monitorado as interações entre cetáceos e seres humanos.
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A região de Cabo Frio e Arraial do Cabo faz parte da rota migratória das baleias-jubartes, Megaptera novaeangliae, para ás águas do nordeste do Brasil durante o inverno. Muitas vezes, é possível avistar filhotes acompanhando suas mães nesse comportamento
Os resultados do projeto, batizado de CETÁCEOS DA COSTA AZUL, têm mostrado que as áreas utilizadas para turismo e mergulho são também as usadas principalmente pelos golfinhos, mas em baixa proporção. As baleias tendem a ocorrer mais afastadas da costa e, portanto, são potencialmente menos suscetíveis que os golfinhos às interações com embarcações. Entretanto, apesar da interação direta com os barcos não ser muito evidente, dados dos nossos estudos sugerem que as populações de golfinhos da região podem estar evitando algumas áreas, teoricamente adequadas para sua ocorrência, devido à massiva presença de embarcações.
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Durante o verão, principalmente, há um aumento nos números de embarcações na água, que se não manejado corretamente pode impactar negativamente as baleias e os golfinhos
Essas regiões possuem águas rasas, claras e calmas, ideais para o cuidado com os filhotes, que nessa idade são pouco desenvolvidos em termos de musculatura e fisiologia. Entretanto, estas mesmas águas são de grande beleza e alvo principal das embarcações de turismo e mergulho. Logo, as mães e filhotes das diferentes espécies de golfinhos da região, que poderiam estar usando estes locais como um berçário natural, podem estar evitando a área.
As interações entre o homem e as demais espécies devem ser feitas de modo responsável e sustentável. Entretanto, as pressões atuais têm diminuído cada vez a harmonia dessas interações.
É nossa responsabilidade, enquanto seres humanos, garantir que os ecossistemas possam existir de forma saudável e cobrar das instituições competentes que essas interações entre seres humanos e demais espécies, sejam reguladas e fiscalizadas.
O Projeto Cetáceos da Costa Azul continuará a trabalhar em prol da conservaçãob das baleias e golfinhos, assim como do ecossistema aquático como um todo, subsidiando os órgãos ambientais com informações científicas para a tomada de decisões em prol da conservação desses cetáceos.

Fonte: http://revista.rebia.org.br/2015/81/667-o-projeto-cetaceos-da-costa-azul-em-prol-da-conservacao-marinha

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Macacos de Mamirauá: primeira razão de ser da reserva

Adriano Gambarini - 14/05/15

07062014-mico-de-cheiro-de-cabeca-pretaMacaco-de-cheiro-de-cabeça-preta (Saimiri vanzolinii). Foto: Fernanda Paim
As pesquisas com primatas em Mamirauá são uma das atividades essenciais realizadas dentro da Reserva. Aliás, pode-se dizer que um macaco chamado uacari-branco (Cacajao calvus calvus), de pelagem amarelo-claro e cabeça completamente pelada e vermelha, foi responsável pela implementação de Unidades de Conservação na região.
Tudo começou quando, na década de 80, o primatólogo José Marcio Corrêa Ayres 80 penetrou nas várzeas alagadas para estudar esta curiosa espécie de macaco. Encontrou ali muito mais do que a misteriosa Amazônia, com sua fauna e flora exuberantes. No meio de todo aquele mar doce, conheceu milhares de pessoas morando sobre as águas há várias gerações, vivendo e tirando dali seu sustento. Ideias perfilharam sua mente, seguidas de conversas e articulações nos órgãos governamentais. Em 1996, foi criada a Reserva de Desenvolvimento Mamirauá. A vizinha Reserva Amanã surgiu logo depois. Junto com o Parque Nacional do Jaú, as três formam um extenso corredor ecológico, fundamental para a permanência das comunidades e para conservação da biodiversidade.
As pesquisas com uacari tiveram uma longa pausa após o fim do doutorado do Marcio. Mas foram retomadas aos poucos, com estudos sobre distribuição da espécie e dieta alimentar. Atualmente, o biólogo Felipe Ennes Silva estuda a ecologia e comportamento destes primatas, e entre diversas perguntas, quer saber como a sazonalidade das inundações afeta seu padrão de comportamento, no percurso diário em busca de alimentos e em sua área de sobrevivência. Suas intenções e dos demais pesquisadores envolvidos é implementar um trabalho de pesquisa e acompanhamento a longo prazo.
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Em paralelo, Felipe tem se dedicado nos últimos 2 anos às análises taxonômicas e biogeográficas da espécie em outras regiões, que incluem por enquanto 4 subespécies encontrados no Médio Rio Solimões, Médio e Alto Rio Juruá, Rio Jutaí e Rio Javari. O objetivo é entender melhor o padrão de distribuição destas subespécies e contribuir para o entendimento de sua taxonomia: se as subespécies diferem, o quanto diferem, e a implicação disso para sua conservação.
Uma outra pesquisa com primatas em andamento é com o pequeno e dócil macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta (Saimiri vanzolinii). Endêmico da região, é uma das três espécies de Saimiri encontradas na Reserva. Este primata era totalmente desconhecido pela ciência até 1985, quando Márcio Ayres, durante suas pesquisas de campo com uacari, observou um macaco-de-cheiro com pelagem bastante diferenciada das demais espécies. Após um exaustivo trabalho de campo, confirmou que se tratava de uma espécie nova.
Passaram-se mais de 20 anos até a nova espécie receber atenção. Até que, em 2006, a bióloga Fernanda Paim teve a ideia de estudar os limites da sua distribuição geográfica combinada com aspectos básicos de sua ecologia. Atualmente, a intenção da pesquisadora é avaliar de que forma a estrutura do habitat e disponibilidade de alimento influenciam a densidade e distribuição geográfica do macaco-de-cheiro-de-cabeça-preta.
Classificado como vulnerável à extinção na lista de espécies ameaçadas da IUCN, este macaquinho é o primata neotropical com menor área de distribuição geográfica conhecida. Fernanda constatou que sua área é de apenas 870 Km². Seus trabalhos de campo incluem, além de observação direta dos grupos de macacos, captura para avaliação biométrica, genética e da saúde dos animais. Fernanda pretende identificar também se está havendo hibridismo entre espécies de Saimiri que convivem nas mesmas áreas, especialmente nas áreas limítrofes da distribuição e em áreas onde os canais (pequenos rios) são estreitos, facilitando a travessia dos animais de uma margem a outra, quebrando as barreiras de sua distribuição.
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 Fonte: http://www.oeco.org.br/projeto-iauarete/29125-macacos-de-mamiraua-primeira-razao-de-ser-da-reserva

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A Flora das Montanhas da Amazônia - documentário

Assista o documentário: https://vimeo.com/126849147
senha: amazon.

Expedição ‘Montanhas da Amazônia’ registra riqueza vegetal

Trabalho ocorrerá em áreas onde pouca ou nenhuma coleta botânica já foi realizada

Por Bolivar Torres

Pico da Neblina, no Norte do Amazonas
Foto: Terceiro / Divulgação
Pico da Neblina, no Norte do Amazonas - Terceiro / Divulgação

Pouco se sabe sobre a diversidade vegetal das montanhas da região. Pensando nisso, o projeto “Riqueza de Espécies em Regiões Montanhosas da Amazônia Brasileira: Diversidade e Conservação”, ou simplesmente “Montanhas da Amazônia”, realizado pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro em parceria com a Natura, tenta registrar a riqueza florística dessas áreas em que pouca ou nenhuma coleta botânica já foi realizada.
Depois de passar, entre 2011 e 2012, por lugares de difícil acesso, como Serra do Aracá (Amazonas), Serra da Mocidade (Roraima) e Pico da Neblina (Amazonas), a equipe coordenada pelo pesquisador Marcus Nadruz Coelho iniciará sua quarta e última expedição no próximo dia 16, alcançando o Monte Caburaí (Roraima) e voltando à Serra da Mocidade. A cada viagem são trazidas de 800 a mil amostras. O material coletado está sendo estudado e um livro será publicado com o resultado da expedição.

— Não podemos confirmar, mas temos quase certeza que entre as amostras há espécies raras, algumas nunca antes registradas no Brasil, e também novas espécies — comemora Coelho. — O certo é que aumentará muito o nosso conhecimento da flora brasileira nestas áreas.

A falta de informação sobre a flora local se explica pela dificuldade em chegar nos picos. A Serra da Mocidade é um mistério até para a equipe do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que administra o complexo. O acesso à montanha só é possível de helicóptero. A equipe teve duas tentativas frustradas de pousar no Pico da Neblina — o mais alto do país, com 2.993 metros. É preciso pousar numa área pré-estabelecida, mil metros abaixo do pico, e depois subir com a ajuda do conhecimento dos índios.

— São áreas que possuem um clima muito especifico — detalha Coelho. — Encontram-se plantas mais rasteiras, como orquídeas e algumas bromélias. As árvores são poucas.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/revista-amanha/expedicao-montanhas-da-amazonia-registra-riqueza-vegetal-9801696#ixzz3a2kNJCJl 


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Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/revista-amanha/expedicao-montanhas-da-amazonia-registra-riqueza-vegetal-9801696